ESTILO DE VIDA

Câncer em crianças: como lidar com esse desafio

O câncer em crianças é a causa mais comum de morte até os 19 anos. Saiba como identificar os sinais da doença e quais os tratamentos mais eficazes!

None
Explicar para a criança o que está acontecendo é a melhor forma de enfrentar a doença | FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 27/04/2017 às 10:23
Atualizado às 12:42

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

A doença é associado, principalmente, aos maus hábitos, como cigarro, excesso de álcool e sedentarismo. Mas, se esses são os desencadeadores do câncer, como explicar os dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), que afirmam que o câncer em crianças é a principal causa da morte de pessoas entre 1 a 19 anos? É o que os médicos também procuram saber. “Alguns casos são resultado da predisposição genética, mas, ao contrário do que ocorre com os adultos, o câncer infantil não está associado a fatores como dieta, falta de exercícios físicos e, muito menos, ao uso de cigarro e álcool. A causa da maioria dos casos de câncer pediátrico ainda é desconhecida”, afirma a oncologista Patrícia Moura. Não saber o que provoca a doença dificulta a prevenção, por isso, a melhor maneira de combatê-la é o diagnóstico precoce.

Diagnóstico e tratamento do câncer em crianças

É importante que o pediatra esteja atento aos sinais que a criança dá (veja ao lado os sintomas mais comuns), pois quando detectado no início, as chances de cura da doença chegam a 70%. O diagnóstico é feito a partir de história clínica e exame físico detalhado, testes laboratoriais com hemograma completo e exames bioquímicos e de imagem, que podem ir desde um raio-x simples a análises mais elaboradas, como ressonância nuclear magnética. Para o tratamento do câncer em crianças, os médicos geralmente fazem uso de uma das terapias disponíveis: quimioterapia, radioterapia e cirurgia são as mais comuns. E, quando comparadas aos adultos, as crianças levam vantagem: “apesar de existirem exceções, os cânceres infantis geralmente respondem bem à quimioterapia, uma vez que a maioria das formas de quimioterapia afeta as células que estão em desenvolvimento. O organismo das crianças geralmente se recupera mais rapidamente de doses altas de quimioterapia do que os dos adultos”, diz Patrícia.

Como explicar?

Não adianta esconder: a tristeza das pessoas, conversas sérias entre os adultos e as alterações físicas causadas pela doença denunciam à criança que algo não está bem. Então, o melhor a fazer é conversar. Explique o que é o problema e como o tratamento poderá interferir na vida dela. “Considere a opinião do médico especialista. Ele saberá dizer qual pode ser o momento mais conveniente para que seu filho saiba o que tem. Assim, quando chegar o momento, os pais poderão passar tranquilidade e segurança ao seu filho”, indica Patrícia.

Acompanhamento psicológico

O câncer em crianças deve ser tratado em centros especializados de tratamento pediátrico e envolve equipe multidisciplinar: oncologistas, cirurgiões, radioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas e psicólogos. O papel desse último é importante tanto para a criança quanto para os adultos: “o câncer infantil, quando diagnosticado, não é exclusivo da criança, mas também de seus pais, já que estes também terão suas vidas transformadas, desde sua rotina doméstica até os aspectos financeiro, profissional e conjugal”, explica a oncologista. Além de ajudar a manter uma relação saudável com a equipe médica, o que facilita o tratamento, o psicólogo auxiliará na readaptação às novas condições.

LEIA TAMBÉM: