ESTILO DE VIDA

Consumo de cafeína tem efeito positivo na memória, revela estudo

Segundo estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o consumo de cafeína ajuda na memória, em especial na de longo prazo

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Foto: IStock

por Vítor Ferreira
Publicado em 07/04/2017 às 12:43
Atualizado às 13:41

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Uma ótima notícia para quem ama café: segundo um estudo desenvolvido pelo neurocientista Michael Yassa, da Universidade da Califórnia, a cafeína ajuda na memória e é uma grande aliada para ajudar o cérebro na tarefa de manter lembranças a longo prazo. Isso porque a cafeína colabora nos estímulos liberados para a região do cérebro que trata das recordações.

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Segundo estudos do neurocientista Michael Yassa, a cafeína melhora nossa memória. Foto: IStock

Teste

Para chegar à conclusão de que a cafeína ajuda na memória, a pesquisa convidou 160 pessoas que não ingeriam café frequentemente para realizar os testes. A avaliação consistia em expor imagens de objetos para cada um e, posteriormente, entregar a eles dois tipos de pílulas: uma com aproximadamente 200 miligramas de cafeína, o que equivale a dois expressos, e a outra sem qualquer propriedade farmacológica, ou seja, um medicamento placebo, sem capacidade de causar qualquer alteração no organismo.

Após 24 horas, todos os participantes deveriam retornar ao laboratório para uma segunda etapa do processo: a prova de memória. Durante o processo, as mesmas imagens exibidas no dia anterior e outras distintas foram reproduzidas aos convidados. A partir daí a tarefa era clara: contar quais ilustrações eram novas, antigas ou parecidas com as já observadas antes.

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Segundo o estudo, a cafeína parece ajudar no processo de consolidação da memória. Foto: IStock

Resultado

Os dois grupos conseguiram as mesmas pontuações e observações quando se tratava de identificar quais imagens eram novas e velhas. Mas a diferença veio na hora de apontar quais figuras eram equivalentes a outras já observadas. Aqueles que ingeriram a pílula com cafeína se saíram melhor, conseguindo avaliar um número maior de ilustrações do que os que não possuíam qualquer composto no organismo.

Com os resultados obtidos, os pesquisadores avaliaram que a memória do primeiro grupo não só funcionava melhor, como também mais rápido. A lembrança de que algumas imagens se pareciam com outras foi o ponto chave para separar aqueles que possuíam maiores recordações acumuladas e de longa duração.

Segundo o estudo, a cafeína ajuda no processo de consolidação da memória. Ou seja, aumenta a fixação de imagens, ações e sons, o processo de codificar, armazenar e recuperar informações no cérebro, mais especificamente no hipocampo.

Confira o vídeo do neurocientista Michael Yassa em entrevista para a Universidade Johns Hopkins, no qual trata do assunto.

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