Bullying pode afetar o desenvolvimento da criança

Apesar de ser nada engraçado, é por meio da zombaria que o bullying se manifesta, podendo gerar pânico, traumas e deixar a vítima também agressiva

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Foto Istock.com/getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 13/01/2017 às 10:10
Atualizado às 13:32

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Sofrer bullying não é algo fácil de se lidar. Principalmente quando se é criança e as concepções sobre o mundo ainda não estão bem estruturadas, pode ocorrer uma confusão mental nos pequenos. “Em geral, esse quadro cria uma espécie de pânico em relação à situação ameaçadora ou a qualquer situação que se aproxime dela. Os pensamentos mais comuns se relacionam ao fato de terem que lidar com a situação sozinhos e com a sensação de que não vão conseguir”, explica o psicopedagogo Júlio Furtado. O especialista também destaca que culpa, paralisação e decepção podem ser outros sentimentos.

Bullying pode afetar o desenvolvimento da criança

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Conviver com as agressões por um longo período pode fazer, até mesmo, que o alvo se torne uma pessoa violenta. “A existência do comportamento agressivo é um dos fatores de alguma alteração comportamental ou psicossomática na criança ou no jovem”, ressalta a pedagoga Bianca Acampora .

Desenvolvimento em cheque

Alterações graves no funcionamento da mente podem influenciar no bom desenvolvimento de crianças e adolescentes. De acordo com Júlio, o indivíduo que sofre bullying pode desenvolver baixa autoestima, o que pode levá-lo a limitar-se em situações em que precisa enfrentar as dificuldades que a vida lhe apresenta.

“Pode, com isso, apresentar o comportamento de fuga de situações que lhe apresente a necessidade de superação, de enfrentamento, fundamental para que a criança supere seus próprios limites”, afirma.

Para a vida toda

Os danos do bulllying podem perpetuar para a vida toda, mas também é possível interferir e reverter o quadro de trauma, principalmente com a ajuda da psicoterapia. “Em alguns casos, porém, a vergonha de pedir ajuda pode, sim, gerar danos irreversíveis, pois a pessoa julga já ter superado o problema e não faz contato com as questões inconscientes e seus desdobramentos comportamentais”, destaca Júlio. Por isso, a importância de sempre conversar com as crianças ao perceber qualquer indício.

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Consultorias: Bianca Acampora, pedagoga especialista em neurociência e aprendizagem; Júlio Furtado, psicopedagogo e doutor em Ciências da Educação.

Texto e entrevistas: Natália Negretti – Edição: Augusto Biason/Colaborador

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