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Budismo: como essa filosofia chegou ao Brasil?

Confira de que forma o budismo alcançou nosso país e quais as fases pelas quais ele passou até se consolidar definitivamente no Brasil

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 08/01/2017 às 15:25
Atualizado às 16:48

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A partir do século 19, o budismo se aproximaria do Ocidente pelos estudos do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, que publicou seu livro O Mundo como Vontade e Representação, e identificou suas ideias como muito parecidas aos princípios budistas. Os ensinamentos de Buda chegaram, também, pelas imigrações de japoneses, coreanos e chineses, impulsionadas pelas dificuldades político-econômicas de seus países.

Budismo: como essa filosofia chegou ao Brasil? Descubra!

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O budismo no Brasil

No Brasil, essa filosofia desembarca com os primeiros imigrantes japoneses que chegaram para trabalhar nas lavouras cafeeiras em 1908, mas tinham a intenção de retornar ao Japão após o acúmulo de renda que permitisse melhorar sua condição econômica. Contudo, o Japão, além de estar mergulhado numa crise econômica no início do século 20, foi devastado mais tarde, em 1945, pela Segunda Guerra Mundial, inviabilizando o retorno de seus cidadãos, já que havia poucas oportunidades de trabalho.

No nosso país, estabeleceram-se pouco mais de 185 mil japoneses registrados oficialmente entre o ano de 1908 e o início da Segunda Guerra Mundial. A partir dessa fixação em solo brasileiro, o budismo passou a se desenvolver. O primeiro momento abrange o final do século 19 e o início do século 20, em que a filosofia era restrita aos imigrantes da Ásia e as práticas eram domésticas, na tentativa de manter a herança cultural.

A segunda fase ocorreu no período pós-guerra e foi marcada pela fundação de instituições budistas associadas à comunidade japonesa. Já o terceiro momento ficou conhecido pelo interesse de círculos intelectuais pelo Budismo Japonês, especialmente do Soto Zen.

No início dos anos 1950, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, por exemplo, Zengen-ji foi o primeiro templo Soto Zenshu Zen construído no país. Cinco anos depois, inaugurava-se na capital São Paulo, o templo Busshin-ji para ser a sede dessa escola de Soto Zenshu. Esses dois espaços, durante trinta anos, abrigaram cerca de três mil famílias praticantes do Budismo. A quarta fase no Brasil ainda segue crescendo e é caracterizada pela diversidade e atração frequente do Budismo Tibetano.

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Texto: Redação – Edição: Victor Santos
Consultoria: Frank Usarski, doutor em Ciência da Religião pela Universidade de Hannover, na Alemanha, e livre-docente na mesma área pela PUC-SP, Artigo O Budismo no Brasil, de Cristina Moreira da Rocha, Departamento de Antropologia Universidade de São Paulo