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Brincadeira do copo: os espíritos se comunicam mesmo?

Conheça as possíveis explicações científicas para a brincadeira do copo e outros jogos que envolvem invocação de espíritos e assustam as pessoas

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FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 10/01/2017 às 14:01
Atualizado às 16:54

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A pergunta que não que calar é: os movimentos dos objetos – em jogos como a brincadeira do copo, do compasso, o tabuleiro Ouija ou o Charlie Charlie – que originam as supostas mensagens do além seriam mesmo provocados pelos espíritos invocados? De acordo com os cientistas, a explicação mais provável para as possíveis “respostas” na tábua não se relaciona em nada com espíritos ou forças sobrenaturais.

Brincadeira do copo: os espíritos se comunicam mesmo?

FOTO: iStock.com/Getty Images

Por trás dos movimentos dos espíritos

Acredite ou não, quem faz copos, compassos, setas e outros objetos se moverem é o seu próprio cérebro, graças ao chamado efeito ideomotor. Criada pelo naturalista William Benjamin Carpenter no ano de 1852, a teoria explica que nosso corpo, quando sugestionado, pode realizar movimentos sem que tenhamos a consciência deles. O nome que o efeito recebeu, efeito ideomotor, deve-se ao termo ideo, que significa “ideia ou representação mental” e motor, que quer dizer “ação muscular”.

Ou seja, quando colocamos o dedo sobre algum objeto com o intuito de receber uma mensagem, somos nós mesmos que o movimentamos sem perceber. E, segundo o neurologista Martin Portner, isso não seria possível à distância. “Não há nenhuma evidência que os pensamentos – ou a atividade do cérebro – possam mover objetos inanimados a uma distância, de maneira consciente ou não”, elucida o neurologista.

O profissional ainda destaca que existem pesquisas pelo mundo que estudam a atividade do cérebro para o movimento de robôs em relação ao uso de próteses. “Essa atividade bioelétrica, captada pelo software e hardware adequados, pode ser convertida em força mecânica que, por sua vez, move o braço de um robô para realizar determinada tarefa. Esse é o máximo a que se chegou”, completa.

E quando não se sabe a resposta para esses movimentos?

Se os movimentos são realizados involuntariamente, isso significa que somos nós quem produzimos a mensagem recebida. Mas o que diz a ciência em relação aos casos em que não seria possível ter acesso às respostas que o tabuleiro apresenta?

Para o neurologista, a ciência não tem como explicar como uma pessoa poderia ter conhecimentos específicos de outra pessoa, já falecida, sem que ela soubesse disso previamente. “Contudo, a ciência entende que seres humanos possuem uma vasta biblioteca de conhecimento subconsciente – nem tudo que opera no nível dos centros emocionais do cérebro é colocado sob o holofote da consciência (de fato, a maior parte do que acontece não é percebido a nível consciente)”, afirma.

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Texto: Redação – Edição: Victor Santos
Consultoria: Martin Portner, médico neurologista, mestre em neurociência pela Universidade de Oxford, escritor e palestrante