Biópsia líquida: método promete diagnosticar 6 em cada 10 tipos de câncer

A biópsia líquida é um exame de sangue capaz de analisar 58 genes específicos geralmente ligados a vários tipos da doença

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A biópsia líquida pode diagnosticar 6 de 10 tipos diferentes de câncer. FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/09/2017 às 17:00
Atualizado às 14:02

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Imagina conseguir saber se você terá alguma doença antes mesmo dela se manifestar? Cientistas da Universidade Johns Hopkins de Medicina, nos Estados Unidos, elaboraram um tipo de exame capaz de detectar os pedaços de DNA cancerígenos e diagnosticar precocemente 6 a cada 10 tipos de câncer. Trata-se de um exame de sangue, conhecido como biópsia líquida, que pode reconhecer qualquer tipo de câncer antes mesmo de se manifestar.

Evolução

Nos testes anteriores, os estudiosos recolhiam o sangue de pessoas que eles já sabiam ter a doença, assim podiam analisar e identificar quais genes sofriam alguma mudança. Já no estudo atual, testaram o material sem saber das mutações genéticas dos pacientes. Através dos estudos, foram capazes de ler 58 genes específicos e identificarem os riscos.

O exame pode diagnosticar a doença antes mesmo dela manifestar-se.

O exame pode diagnosticar a doença antes mesmo dela manifestar-se. FOTO: Shutterstock

Durante a pesquisa foram testados 138 pacientes com câncer de pulmão, mama, ovários ou colorretal em estágio inicial. O método conseguiu reconhecer 62% dos casos. As mutações foram analisadas com base em 58 genes ligados à vários tipos de câncer. A maior dificuldade encontrada durante o processo foi diferenciar as mudanças decorrentes da doença das mutações normais do organismo.

A biópsia líquida

A biópsia líquida usa um método chamado “sequenciamento direcionado da correção de erros”, que lê 30 mil vezes cada código químico do DNA. “Estamos tentando encontrar a agulha no palheiro, então quando encontramos uma alteração do DNA, queremos ter certeza de que é o que achamos que é”, explica o professor de Oncologia da Universidade Victor Velculescu.

O especialista também acredita que a descoberta seja benéfica no auxílio de grupos de risco, como fumantes e pessoas com câncer na família. “Este estudo mostra que a identificação do câncer precocemente com o uso de mudanças de DNA no sangue é viável, e que nosso método de sequenciamento de alta precisão é uma abordagem promissora para alcançar esse objetivo”, esclarece.

Texto: Michele Custódio/Colaboradora | Consultoria:Victor Velculescu, professor de Oncologia da Universidade Johns Hopkins de Medicina

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