ESTILO DE VIDA

Em entrevista, Betty Faria revela sofrer de artrite e ter fumado muita maconha

Saiba mais sobe a artrite, uma doença que atinge as juntas e compromete a qualidade de vida do paciente se não for tratada devidamente

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FOTO: AgNews

por Redação Alto Astral
Publicado em 17/10/2016 às 10:00
Atualizado às 20:55

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A atriz Betty Faria participou do Programa com Bial exibido domingo (16.10), no canal pago GNT, e abriu o jogo sobre diversos assuntos polêmicos! No bate-papo, Betty revelou sofrer de uma doença incurável – a artrite reumatoide – e ter usado muita maconha. Confira os detalhes da entrevista e entenda melhor como essa doença funciona:

Sobre a doença, a atriz comentou: “O budismo tem uma coisa assim: dos quatro sofrimentos da vida ninguém escapa. Nascimento, doença, velhice e morte. Então, eu tenho uma doença que não tem cura, que é artrite reumatoide, autoimune. Mas que sacanagem o corpo fez. Se é autoimune, o corpo fez. Se o corpo fez, como é que não desfaz? Ainda não descobriram“.

Em entrevista, Betty Faria revela sofrer de artrite e ter fumado muita maconha

FOTO: AgNews

Em outro ponto da entrevista com Pedro Bial, Betty Faria criou polêmica ao citar que faz uso de maconha: “Eu gosto de maconha, acho que não tem efeito nenhum. É uma mentira dizer que mexe com memória, porque eu fumei muita maconha e nunca tive problema de memória“, afirma.

Entenda como a artrite funciona

Artrite reumatoide. Essa doença é bastante lembrada quando falamos em dores nas articulações. “A artrite se caracteriza por grande edema articular, com o sintoma de rigidez pela manhã e incapacidade física”, explica a reumatologista Claudia Velasco.

Considerada uma doença autoimune, a artrite ocorre porque o sistema imunológico passa a atacar a si mesmo, inflamando as juntas e, inclusive, comprometendo a saúde de outras regiões do organismo.

O que é artrite reumatoide

Quando uma pessoa reclama frequentemente de dor e de inchaço nas articulações, principalmente nas mãos e nos pés, é possível que seu diagnóstico seja de artrite.

Embora não tenha uma causa específica, essa doença inflamatória pode ser detectada a partir dos sintomas apresentados, os quais incluem desde febre baixa e cansaço até emagrecimento e inflamações nas juntas, como joelho, cotovelo e tornozelo.

Um dos grandes problemas relacionados à artrite é que ela pode incapacitar o paciente justamente porque leva à destruição das juntas, o que ocasiona deformidades e limitações para o trabalho e para as demais atividades do dia a dia.

Contudo, não é preciso se desesperar, uma vez que o tratamento adequado e realizado precocemente pode amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida de quem tem a doença, garantindo mais bem-estar.

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FOTO: Shutterstock

Artrite: principais sintomas  

O início da artrite pode ter como característica apenas uma ou poucas articulações inchadas, quentes e dolorosas, normalmente acompanhada de rigidez de movimentos. “O sintoma principal é a dor e a diminuição da função articular, ou seja, da mobilidade das juntas”, esclarece a médica reumatologista Tatiana Molinas Hasegawa.

Contudo, também é fundamental ficar atento a outros sinais que podem indicar o quadro de artrite, tais como: cansaço, perda de peso, anemia e febre baixa. Com o passar do tempo, caso o tratamento seja feito de forma equivocada, é possível que diversas consequências sejam notadas no corpo.

Assim, a artrite pode ocasionar alterações nas mais diversas estruturas das articulações, como ossos, cartilagens, cápsulas articulares, tendões,ligamentos e músculos que são os responsáveis pelo movimento articular, além de complicações em outros órgãos e áreas do organismo.

Diagnóstico

Para que o médico consiga um diagnóstico preciso, é necessário haver uma análise da história clínica do paciente, além de exames físicos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, alguns exames complementares, como de sangue ou de imagem, podem ser úteis, incluindo as provas que medem a atividade inflamatória, o fator reumatoide,radiografias das articulações acometidas e, eventualmente, ultrassonografia ou ressonância das juntas, em caso de existirem dúvidas.

A partir dos resultados obtidos, o profissional detecta o quadro que a pessoa apresenta, mas, geralmente, a identificação da artrite é caracterizada quando os critérios abaixo ocorrem com um frequência de seis semanas:

  • Rigidez articular logo pela manhã, durando em torno de 1h;
  • Ao menos uma articulação das mãos ou dos punhos afetada pelo inchaço;
  • Presença de nódulos reumatoides ao redor da articulação;
  • Alterações radiográficas, como descalcificações localizadas nas articulações comprometidas.
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FOTO: Shutterstock

Tratamentos

Uma vez que a doença tenha sido diagnosticada, é essencial procurar tratamento especializado, a fim de minimizar os incômodos decorrentes de seu desenvolvimento.

Assim, quanto antes o paciente começar a se tratar, melhores serão os resultados obtidos. Ainda é possível contar com a ajuda de medicamentos, além de fisioterapia e até mesmo intervenções cirúrgicas.

No caso dos remédios que controlam a artrite, eles são capazes de regular essa autoimunidade exagerada, fator que contribui com a redução da inflamação e das suas consequências para as articulações e outros órgãos.

Durante as consultas com o médico reumatologista, o objetivo será controlar a atividade da artrite e, também, prevenir ou tratar o acometimento de outros órgãos. Vale lembrar que o tratamento medicamentoso é seguro para uso a longo prazo, sendo que os possíveis efeitos colaterais precisam ser prevenidos ou amenizados durante as consultas com o profissional que acompanha o caso.

Depois que a doença já encontra-se controlada, ainda é necessário prosseguir com o tratamento específico por um tempo determinado. Contudo, em algumas situações, é possível diminuir ou até suspender os medicamentos, dependendo da avaliação do reumatologista.

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Texto Larissa Tomazini e Melissa Marques. Consultoria: Claudia Velasco e Tatiana Molinas Hasegawa, reumatologistas. Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).