Jogos eletrônicos fazem bem ao cérebro das crianças?

Jogos de videogame e educação infantil sempre foi um assunto com opiniões divergentes entre os pais. Veja qual o efeito desses jogos no cérebro das crianças

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 20/09/2016 às 19:26
Atualizado às 13:20

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Segundo Flávio Correa da Silva, professor do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (USP), existem estudos e experimentos na área de jogos eletrônicos que treinam habilidades específicas. Eles estão relacionados a aspectos físicos e motores (ações repetitivas em sessões de fisioterapia que podem ser induzidas pelo uso de atuadores em jogos esportivos) e cognitivos (como em jogos que exigem concentração, raciocínio e memória).

É certo que essas pesquisas ainda precisam ser aprofundadas para mostrar dados mais definitivos, mas os indícios de que os games podem ser utilizados em tratamentos diversos são vários. Porém, segundo Seiji Isotani, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo, no campus de São Carlos, as vantagens que alguns jogos trazem ao cérebro já são comprovadas.

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“A categoria de entretenimento e a educacional oferecem seus benefícios. No caso de jogos semelhantes ao Sudoku, a capacidade cognitiva é incentivada. Precisamos entender que o cérebro é um músculo e, quanto mais for treinado, mais se mantém ativo. Pessoas com Alzheimer ou crianças com alguma limitação acabam sendo muito favorecidas”, comenta o especialista.

Um estudo desenvolvido na Universidade de Oxford pelo psicólogo experimental Andrew Przybylski e publicado na revista Pediatrics mostrou que jogar videogame por um curto período do dia pode gerar um impacto positivo. Depois de analisar pesquisas britânicas envolvendo cinco mil crianças e adolescentes entre 10 e 15 anos de idade, os cientistas identificaram que aqueles que passaram ao menos uma hora por dia jogando tiveram índices melhores de satisfação com a vida e relacionamento em relação àqueles que simplesmente não jogaram.

Agora, quando o questionamento é sobre jogos de estratégia, Isotani afirma que eles conseguem melhorar o raciocínio lógico. Isso acontece porque os games apresentam situações em que é preciso tomar uma decisão, pensando em qual fase o indivíduo se encontra e qual será o resultado mediante sua ação. “Esse comportamento está muito relacionado com lógica, por isso permite que você tenha respostas rápidas e melhore sua velocidade ao pensar no jogo. Mesmo assim, ainda é preciso investigar se esse benefício se limita apenas ao jogo ou se ele é extrapolado para a vida real”, atenta Seiji.

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Texto e entrevista: Carolina Firmino e Marcelo Ricciardi/Colaborador – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultoria: Seiji Isotani, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo, no campus de São Carlos

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