ESTILO DE VIDA

Bebidas alcoólicas e filhos: a atenção dos pais para esse assunto é essencial

O alcoolismo crescente entre os adolescentes é um alerta aos pais. Saiba quais atitudes tomar diante da curiosidade dos filhos em relação as bebidas

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Foto: reprodução/ Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 21/08/2017 às 19:12
Atualizado às 13:43

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O consumo de álcool por adolescentes começa entre 13 e 14 anos, tornando-se mais frequente a partir dos 16 anos. Além disso, a faixa etária que apresenta maior dependência é entre os 18 e 24 anos, confirmando que a ingestão precoce pode levar ao alcoolismo e outros problemas relacionados. Por isso é importante que os pais fiquem atentos as bebidas que os filhos ingerem.

O psiquiatra Carlos Salgado alerta os pais para que tenham um controle maior dos seus filhos: “Cabe a sociedade como um todo, mas especialmente aos pais, assegurar um desenvolvimento aos seus filhos que seja livre das ameaças mais controláveis como o álcool”.

O consumo de bebida alcoólica no Brasil por menores de 18 anos é proibido no Brasil e o cumprimento da lei deve começar dentro de casa. Os pais precisam dizer não com firmeza a essa prática, assim como dizem para a direção sem habilitação, por exemplo.

Perigo disfarçado

Sabe aqueles coquetéis com sabores de fruta e aquelas bebidas estilo “Ice”? São alguns exemplos de sabores atenuados que agradam os adolescentes e escondem os riscos do álcool. “Bebidas feitas a partir de vinhos ou de destilados tornam-se mais atraentes para os jovens quando tem o sabor adocicado”, complementa Carlos.  E ai que mora o perigo: o gosto agradável aumenta a possibilidade de ingestão mais rápida e em maior quantidade, o que altera o estado mental do usuário.

Influência

Jovens são atraídos por novidades, principalmente se elas trouxerem algum efeito imediato.  Além disso, eles seguem os passos uns dos outros e os amigos costumam influenciar no comportamento. Essa é uma das razões que atiça a curiosidade e leva-os a experimentar bebidas alcoólicas. “A imaturidade neurológica e, em consequência psíquica, que só se resolve entre 18 e 21 anos, é um importante fator para determinar tomadas de decisões com bases nem sempre seguras”, explica o especialista.

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