Bebês prematuros: avanços na medicina já salvam aqueles que nascem com menos de 23 semanas e peso baixo

Entenda as estatísticas em torno dos bebês prematuros e das taxas de sobrevivência e veja quais os cuidados necessários com esses recém-nascidos

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Foto: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 22/09/2017 às 09:49
Atualizado às 13:45

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Parece que tudo é um sonho quando chega a notícia de uma gravidez. No entanto, muita coisa pode mudar na vida de seu filho se ele vier a nascer antes das 37 semanas de gestação. A boa notícia é que se isso acontecer, a medicina vai poder ajudar com seus avanços tecnológicos no atendimento aos bebês prematuros. O médico neonatologista Joaquim Eugênio Cabral, que acompanha de perto a chegada desses bebês, explica as novidades.

Esperança nas estatísticas

➠De acordo com dados do Hospital das Clínicas de São Paulo, até 1991, as gestações com menos de 27 semanas não tinham perspectiva de vida para o bebê.

➠Segundo as estatísticas atuais, o limite mínimo para salvar bebês prematuros com peso baixo é 23 semanas de gestação.

➠“Nos anos 80, somente 20% dos bebês com menos de 1.500g sobreviviam. Atualmente, a sobrevida nos centros desenvolvidos é de 80% ou mais”, comemora o especialista.

➠Para alcançar esse avanço, foi necessário um preparo dos profissionais, equipamentos especializados e disponíveis para atender esses pacientes.

➠Em pouco mais de 20 anos, três situações marcantes foram responsáveis para tal avanço na sobrevida de recém-nascidos prematuros:

1) Surfactante exógeno: a descoberta e a disponibilidade do uso desse medicamento ajudou muito no salvamento dos bebês. A droga, administrada precocemente, acelera a maturidade pulmonar dos prematuros.

2) Corticoide: é usado nas mães horas antes do nascimento dos prematuros e ajuda a desenvolver a maturidade pulmonar.

3) Aparelhos modernos:

• ventiladores: funcionam como respiradores artificiais, que fazem suporte aos pulmões;

• monitores multi-parâmetros: permitem a monitorização contínua das funções vitais do bebê;

• incubadoras de última geração: oferecem umidade, temperatura e oxigenação adequadas aos prematuros.semanas não tinham perspectiva de vida para o bebê.

Prevenção

➠Um teste importante que indica o risco para a prematuridade do bebê é o da dosagem da fibronectina fetal.

➠“O material é colhido pelo próprio obstetra entre 24 e 34 semanas. Se o resultado for negativo, a chance de ocorrer um parto prematuro é muito baixa. Um resultado positivo, entretanto, não garante que haverá uma prematuridade”, explica Cabral.

Propensão

➠Existem condições que colocam algumas mulheres a terem maior predisposição a partos prematuros, por exemplo, doenças como hipertensão e diabetes, algumas infecções, a gravidez de gêmeos, mulheres com antecedentes de perdas espontâneas, abortamento e prematuridade prévia de outro filho. No entanto, o controle pré-natal destas situações poderia evitar o risco da prematuridade.

Cuidados básicos com os bebês prematuros

➠A presença da mãe durante toda a internação do bebê prematuro, no hospital, é essencial para uma recuperação mais eficaz do filho.

➠Ela fornece o alimento ideal para o bebê, que é o leite materno, e a presença física, que é importante para qualquer fase.

➠“O contato pele com pele ou o método canguru trazem grandes benefícios na evolução neurológica da criança”, aconselha o neonatologista.

➠Após a alta do recém-nascido, deve haver um acompanhamento multidisciplinar para a boa recuperação de sua saúde, com vários profissionais como pediatra, neurologista, oftalmologista, fisioterapeuta e fonoaudiólogo.

Incidência nos partos

➠ 11% dos nascimentos são partos prematuros, que acontecem antes de 37 semanas de gestação, considerada ideal.

➠ 1.500g é o peso dos bebês chamados de prematuros extremos.

➠ 2% a 3% do total de recém-nascidos é de prematuros.

➠ 97% é o índice de sobrevida da população total de prematuros, uma recompensa dos avanços da neonatologia.

➠ 80% dos prematuros de casos extremos sobrevivem graças aos avanços da medicina.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Joaquim Eugênio Cabral, médico neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo

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