Bebê prematuro: principais cuidados após o parto

Bebês prematuros exigem alguns cuidados especiais. Veja quais são!

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FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 10/10/2016 às 12:59
Atualizado às 13:24

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Pesquisas recentes comprovam que, apesar das taxas atuais de sobrevivência dos bebês prematuros excederem os 85%, estima-se que 50% a 70% dessas crianças desenvolvem disfunções, incluindo cognitivas, comportamentais e atrasos no desenvolvimento socioemocional, motor e da linguagem. Esses problemas persistem até a vida adulta e impactam de forma significativa no aumento da incidência de transtornos e alterações psicopatológicas da infância na atualidade. Pensando nos pais e profissionais que lidam com a prematuridade, a psicóloga Ana Paula Magosso Cavaggioni, da Clia Psicologia, Saúde & Educação, desenvolveu o livro Bebê Prematuro: Atenção e Cuidados, pela editora Writers, e dá dicas para você.

bebê ligado ao umbigo materno

FOTO: Shutterstock

UTI neonatal

Ana explica que há vários graus de prematuridade, dependendo do tempo de gestação em que se dá o parto. “Muitos deles necessitam, assim que nascem, de internação em UTI Neonatal, o que dificulta o estabelecimento do vínculo inicial com os pais, fundamental para a desenvolvimento do bebê. Além disso, trata-se de um ambiente que não atende às necessidades do bebê para um desenvolvimento – apenas para sobrevivência -, deixando consequências até a vida adulta”, explica. Atualmente, existem recursos que nos permite identificar esses sinais de risco desde 15 dias de vida do bebê.

Há sequelas

Ana conta ainda que alguns prematuros têm alta sem aparentar maiores complicações, como é o caso dos termos tardios (nascidos de 41 a 41 semanas e 6 dias) ou termos precoces (nascidos de 37 a 38 semanas e 6 dias). Mas a psicóloga alerta: “pesquisas mostram que estes também apresentam sequelas de prematuridade que se manifestam em seu desenvolvimento de várias formas, em problemas de saúde como alergias, asma, problemas respiratórios, intolerâncias alimentares. Além de problemas motores, de linguagem, cognitivo e comportamentais”.

Dicas para as mães

Mantenha a maior proximidade possível do seu bebê, buscando conhecê-lo e compreender seus sinais comunicativos.

• Busque apoio emocional na rede de apoio familiar e em profissionais da psicologia, fundamental para auxiliar com medos, angústias e ansiedades naturais nesse momento, mas que podem interferir negativamente na relação com o bebê.

• A mãe é aquela mais habilitada a conhecer e compreender as necessidades e sentimentos do bebê, mesmo que o conhecimento científico seja médico. É importante que você confie no que conhece e percebe de seu bebê.

Mantenha em mente que o papel do pai é fundamental e permita que ele o exerça.

• Garantir que o bebê possa ser acompanhado interdisciplinarmente em seu desenvolvimento pode minimizar o cuidado superprotetor, muitas vezes desenvolvido a partir do nascimento prematuro, além de garantir que sinais de risco serão identificados e tratados precocemente.

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