7 marcas de azeite de oliva são consideradas impróprias para consumo

Segundo testes realizados pela Proteste, sete marcas de azeite de oliva apresentam algum tipo de adulteração em sua composição. Veja quais são e entenda:

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Foto: Reprodução/Istock

por Vítor Ferreira
Publicado em 24/03/2017 às 12:39
Atualizado às 13:39

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Sete marcas de azeite de oliva foram consideradas impróprias para consumo e acusadas de fraude pela Proteste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Em suas composições foram encontradas não só misturas de óleos vegetais e animais, como propagandas enganosas, informando serem extravirgem quando não são.

As marcas são: Tradição, Figueira de Foz, Torre de Quintela, Pramesa e Lisboa, todas importadas e apenas algumas engarrafadas no Brasil. Outras duas marcas também foram apontadas, mas conseguiram uma liminar na justiça impedindo a divulgação de seus nomes.

Azeite de oliva

Sete marcas de azeite de oliva foram consideradas fraudulentas. Foto: Reprodução/Istock

Testes

Foram testadas 24 marcas, sendo  que 17 foram classificadas como sendo de boa qualidade. O objetivo da análise, segundo a Proteste, é tornar acessível ao consumidor todos os dados possíveis a respeito dos produtos que ele está adquirindo, desde a sua fabricação até o valor encontrado nos supermercados.

Para chegar ao veredito, a Proteste investigou os conteúdos em laboratórios de Portugal, indicados pelo Ministério da Agricultura (Mapa) e pelo Conselho Oleícola Internacional (COI). Todos os resultados e metodologias aplicadas foram explicados aos fabricantes antes de serem divulgados. Os produtores ou importadores que cometeram as fraudes também receberão uma multa.

Pureza do azeite de oliva

Para indicar a pureza do azeite de oliva há diversos fatores a serem levados em consideração, como o diagnóstico sensorial, que avalia aroma e sabores. Caso os testes indiquem adulteração, destoando do que está previsto na legislação, o produto não é considerado puro.

Um dos principais problemas encontrados na avaliação é a adição de outros tipos de óleo ao azeite de oliva. Isso porque, para ser puro, o azeite só pode ser originado de um único óleo, vindo da azeitona. Sendo assim, as marcas que não possuem apenas essa matéria-prima em sua composição não podem ser consideradas azeite. O principal impacto é que não é recomendado usar óleos com outra composição, que não o azeite de oliva puro, em saladas e no pão, por exemplo.

Pessoas temperando a comida com um azeite de oliva

O-Live é considerada a melhor marca na avaliação da Proteste. Foto: Reprodução/Istock

Os piores e melhores para consumo

Na lista de azeites de oliva que foram rotulados como fraudulentos estão: Tradição, Figueira de Foz, Torre de Quintela, Pramesa e Lisboa. Seus principais problemas são a soma de óleos de sementes oleaginosas em suas substâncias, ou seja, que não provém da azeitona, além da classificação errônea como extravirgem. Já as 6 melhores marcas para consumo são: O-Live (considerada de excelente qualidade), Qualitá, Carrefour Discount, Filippo Berio, Andorinha e Carbonell.

Ajudando a melhorar

A Proteste avalia a qualidade dos azeites de oliva desde 2002, com já 5 testes realizados desde então. A cada exame e denúncia, diversas melhorias podem ser observadas nos produtos. Por exemplo, em 2012, foi considerada obrigatória a presença da data de fabricação e engarrafamento na embalagem, assim como as recomendações sobre o armazenamento e a conservação do produto após aberto. Todos esses progressos foram obtidos após as queixas da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor

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