AVC: descubra o que é e quais são os fatores de risco desse problema

O AVC é um problema, muitas vezes, cumulativo, ou seja, que ocorre por conta de maus hábitos cultivados durante a vida. Vem saber mais!

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Praticar exercícios físicos para fortalecer o sistema cardiovascular é uma maneira de prevenir o AVC. FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 08/05/2017 às 11:43
Atualizado às 13:46

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O Acidente Vascular Cerebral é uma das principais causas de mortes no mundo. Popularmente conhecida como derrame, essa doença está entre as mais letais e atinge 16 milhões de pessoas a cada ano. Destes, seis milhões morrem. Já no Brasil, o Ministério da Saúde alerta para os perigos da doença, que chega a quase 100 mil vítimas fatais no país. Atualmente, o distúrbio está entre as principais causas de mortes registradas em território nacional. Por isso, é necessário que as pessoas passem a adotar hábitos de vida mais saudáveis que previnam o aparecimento de doenças como o AVC.

Cuidados imediatos

Várias possibilidades de tratamento têm sido eficientes na recuperação após um AVC. A trombólise – tratamento de dissolução do coágulo – é uma importante opção para alguns pacientes. “Na fase hiperaguda do AVC isquêmico, o tratamento é através do uso do ActilyseR que ajuda a dissolver o trombo e desobstruir a passagem do sangue até os neurônios. Porém, esse tratamento pode ser feito até 4,5 horas quando for realizado através de acesso venoso e até 6 horas quando realizados intra-arterial”, explica o neurologista Leonardo Madeiros. Já no AVC hemorrágico o mais importante é manter a pressão arterial em níveis normais, além de garantir um suporte básico. Por isso, é importante realizar o tratamento o quanto antes aumentando as chances de recuperação.

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A saúde do coração depende da soma de hábitos positivos cultivados durante a vida. FOTO: Istock.com/GettyImages

Posso ter um AVC?

Um estudo internacional constatou que apenas 10 fatores de risco são responsáveis por 90% do risco de AVC. “A hipertensão é o fator de risco mais potente para a ocorrência do problema. E dessa lista, cinco fatores normalmente ligados ao estilo de vida – pressão alta, fumo, gordura abdominal, dieta e inatividade física – são responsáveis por 80% dos riscos”, acrescenta o profissional.
Segundo Leonardo, os principais fatores de risco são:

  • Idade: mesmo podendo surgir em qualquer idade, inclusive entre crianças e recém-nascidos, sua ocorrência aumenta com o tempo. Assim, quanto maior a idade, maior a chance de ter um AVC.
  • Genética: é importante saber se em seu histórico familiar existem casos de doenças vasculares como derrame, infarto ou trombose, pois a probabilidade de ter um AVC aumenta nesses casos.
  • Tabagismo: as substâncias químicas presentes na fumaça do cigarro passam dos pulmões para a corrente sanguínea e circulam pelo corpo, afetando todas as células e provocando diversas alterações no sistema circulatório.
  • Hipertensão arterial: quando a pressão está elevada, ela prejudica os vasos sanguíneos do cérebro. O tratamento da hipertensão é muito importante, pois reduz, ao mesmo tempo, o risco de AVC e de ataques do coração.
  • Diabetes: é importante manter o controle dessa doença com uma dieta adequada e medicamentos, pois, dessa forma, os problemas circulatórios são menos comuns.
  • Sedentarismo: esse problema causa diversos fatores de risco do AVC, como o aumento de peso, hipertensão e diabetes. Por isso, a atividade física ajuda na redução do risco de doença vascular.
  • Colesterol: o excesso de gordura no sangue leva à formação de placas nas paredes das artérias, tornando-as mais estreitas e reduzindo o fluxo sanguíneo.

Consultoria: Leonardo Medeiros, neurologista

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