Fique atenta aos sintomas da síndrome de burnout

Principais sinais são desgaste emocional, alteração comportamental e alguns sintomas físicos. Veja as profissões mais suscetíveis à síndrome

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Istock

por Redação Alto Astral
Publicado em 20/10/2016 às 19:09
Atualizado às 11:46

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“A síndrome de burnout é reconhecida, identificada ou diagnosticada clinicamente por três sinais e sintomas típicos: a exaustão emocional, a despersonalização e a redução da realização profissional”, enumera Maria Cristina De Stefano, psiquiatra. Devido ao excesso de compromissos e responsabilidades, além das muitas exigências no ambiente profissional, quem desenvolve o quadro apresenta sintomas como fadiga, distúrbios do sono, dores musculares e de cabeça, bem como distúrbios gastrointestinais, problemas respiratórios e cardiovasculares.

Como lidar com cansaço físico em excesso sintomas

Imagem: Istock

Além dos sinais físicos, o indivíduo pode demonstrar condutas comportamentais opostas se comparadas às anteriores. “É possível perceber atitudes negativas em relação às tarefas do dia a dia, faltas constantes ao trabalho, hostilidade, agressividade e súbitas mudanças de humor. Há também a dificuldade de concentração, de atenção e foco, além de queda na autoestima”, alerta Maria Cristina.

Para tentar combater esse mal, muitas pessoas recorrem a recursos inapropriados, como uso de álcool, drogas e medicamentos. Isso tudo só piora o quadro, pois, quase sempre, demora-se a buscar um acompanhamento profissional. “Os sintomas ocorrem de forma gradual e silenciosa e, na maioria das vezes, quando diagnosticado, já se encontra em um estágio avançado, em que está instalado um sacrifício emocional acompanhado de manifestações físicas, psíquicas, comportamentais e sentimentais”, elenca a master coach Andrea Deis.

Profissões de risco

Pode ser que, até aqui, um questionamento tenha surgido: quais profissões têm maior potencial de desenvolver a Síndrome de Burnout? “Bombeiros, policiais, militares, advogados, jornalistas, agentes penitenciários, bancários, especialistas da área de educação (como professores e diretores), da saúde (como médicos, enfermeiros e psicólogos), serviço social e recursos humanos estão mais expostos a sofrerem esse tipo de esgotamento”, explica a psiquiatra Maria Cristina De Stefano. Isso ocorre porque esses casos necessitam de maior envolvimento pessoal, além de requererem um tempo maior para a resolução das atividades e conflitos.

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Consultorias: Andrea Deis, master coach; Gislaine Aude Fantini, psicóloga; Maria Cristina De Stefano, psiquiatra.

Texto e entrevistas: Vitor Manfio/Colaborador – Edição: Augusto Biason/Colaborador

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