ESTILO DE VIDA

Arteterapia e exercícios físicos ajudam no combate à depressão

Apesar do importante e necessário acompanhamento profissional constante, terapias alternativas são aliadas no tratamento da depressão

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por Redação Alto Astral
Publicado em 20/12/2016 às 12:54
Atualizado às 16:24

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Encontrar caminhos para enfrentar a depressão não é uma tarefa fácil. Logo após o diagnóstico, é natural pensar que as soluções vão girar apenas em torno de remédios e terapias — sempre com a orientação de um profissional especializado. Apesar de esses métodos serem necessários em casos nos quais uma intervenção mais drástica é importante para avançar mais rapidamente no tratamento, existem algumas formas alternativas de a pessoa amenizar gradualmente os sintomas da doença e buscar uma melhor qualidade de vida. Confira algumas delas a seguir.

Arteterapia

Esse estilo terapêutico busca em diferentes formas de se expressar simbolicamente a arte (pinturas, desenhos, esculturas, etc), como explica a arteterapeuta Bianca Acampora, “focar no processo de construção, de criatividade, visando estimular o crescimento interior, abrir novos horizontes e ampliar a consciência do indivíduo sobre si e sobre sua existência”.

A especialista afirma que a arteterapia proporciona um maior equilíbrio emocional pela compreensão do que se encontra escondido no inconsciente. Desse modo, a técnica favorece “a liberação de emoções, de conflitos internos, de imagens perturbadoras do inconsciente. Além de contato com a ansiedade, conteúdos reprimidos e medos, coordenação motora e equilíbrio físico e mental”, complementa Bianca.

Exercícios físicos

Que as atividades físicas geram bem-estar e uma vida mais saudável não é nenhuma novidade. Então, que tal utilizá-las no combate à depressão?

Através da liberação de endorfina, substância responsável por aquela sensação de relaxamento após se exercitar em uma estrutura cerebral chamada hipófise, a prática pode ajudar e muito pessoas depressivas. “Estudos recentes têm mostrado que exercícios praticados regularmente (de três a quatro vezes por semana) melhoram a memória, o aprendizado, o humor, o bem-estar, disposição, o sono e a autoestima”, reforça o especialista em medicina esportiva Mauro Olívio Martinelli.

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Consultorias: Bianca Acampora, arteterapeuta e autora, em parceria com Beatriz Acampora, do livro 170 técnicas arteterapêuticas – modalidades expressivas para diversas áreas, da Wak Editora; Mauro Olívio Martinelli, médico ortopedista do Centro de Qualidade de Vida de São Paulo, especialista em medicina esportiva e médico colaborador do Grupo de Trauma Esportivo, da Santa Casa de São Paulo.

Texto: Giovane Rocha/Colaborador – Entrevistas: Augusto Biason/Colaborador e Ricardo Piccinato – Edição: Augusto Biason/ Colaborador