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Aprendizagem: dá para contornar as dificuldades. Saiba como

A aprendizagem pode ser um grande problema dentro das salas de aula. Mas há técnicas, como a neuroaprendizagem, para combater essa dificuldade

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FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 24/08/2016 às 18:58
Atualizado às 13:12

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Você já teve dificuldade para entender o que seu professor disse na sala de aula? Ou encarou várias horas estudando algum conteúdo importante e, mesmo assim, não conseguiu compreender a matéria? Esse cenário, por mais assustador que seja, é habitual na aprendizagem de inúmeros estudantes.

Engana-se quem pensa que esses obstáculos na aprendizagem sejam algo raro. De acordo com um estudo aplicado pelo programa de pós-graduação em psicologia da Universidade de São Paulo (USP), 70% dos alunos brasileiros concluem o ensino fundamental sem terem adquirido os conhecimentos mínimos desejados para essa etapa da educação básica.

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FOTO: iStock.com/Getty Images

Além disso, outro dado alarmante: ao concluírem o 9º ano do fundamental, os estudantes possuem, em média, menos da metade do repertório necessário para o ensino médio. Segundo a pesquisa, esse déficit na aprendizagem se deve a diversos fatores. Entre eles, as dificuldades naturais dos alunos e a falta de estrutura das instituições de ensino, ressaltando o pouco preparo por parte de professores para contornar essa defasagem no aprendizado, são apontados como os principais reveses.

Mas nem tudo é motivo para se desesperar: a ciência pode ter uma ferramenta preciosa quando o assunto é facilitar o processo do estudo — a neuroaprendizagem.

Incentivando a aprendizagem

Ainda que a definição de neuroaprendizagem não seja um consenso entre os estudiosos, segundo o neurolinguista Victor Patrick, essa abordagem pode ser descrita como a ciência do “aprender a aprender com mais eficácia” ou “a arte de aprender de forma inteligente e saudável”.

A técnica se caracteriza pela promoção do autoconhecimento, buscando, assim, a potencialização do aprendizado. “O método nos proporciona o conhecimento de nossos recursos mentais, e de como melhor usá-los no desenvolvimento das inteligências racional e emocional que, em equilíbrio, ajudam nosso conhecimento”, explica Victor.

Você pode nunca ter ouvido falar dessa técnica — no Brasil, o conceito é relativamente novo. Porém o recurso já é utilizado há milênios: no Egito Antigo, a neuroaprendizagem era utilizada como prática pedagógica, e alguns países asiáticos usam boa parte do método há milhares de ano, aprimorando seu desenvolvimento.

Saiba mais

Aprendizado: por que é importante incentivar desde sempre?

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Texto: Augusto Biason/Colaborador – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Entrevista: Victor Santos – Consultoria: Victor Patrick S. Teixeira, neurolinguista e especialista em neuroaprendizagem