Anticoncepcionais: as pílulas podem aumentar as chances de derrame

Os anticoncepcionais possuem muitos efeitos colaterais como, por exemplo, aumento na chance de trombose e AVC. Saiba o que você deve fazer para se prevenir!

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Foto: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 09/11/2016 às 12:09
Atualizado às 11:57

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Desde sua comercialização nos anos 60, a pílula anticoncepcional é o método contraceptivo mais utilizado pelas mulheres. Como forma segura de evitar gravidez indesejada e até mesmo impedir o aparecimento de espinhas e acnes, as pílulas estão presentes na vida de muitas mulheres desde a adolescência. Porém, uma pesquisa realizada pela Universidade de Copenhague, da Dinamarca, com mais de 1,6 milhão de mulheres, indicou um alerta para quem usa esse método: o risco de ter trombose, que é a formação de coágulos no interior de um vaso sanguíneo, e de sofrer Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico aumenta com os anticoncepcionais.

Pílulas anticoncepcionais cartela rosa

Foto: iStock.com/Getty Images

A causa

De acordo com o neurologista Fabio Sawada Shiba, o risco pode aumentar em até quatro vezes. O motivo? Pelo fato dos anticoncepcionais trazerem em sua formulação hormônios, como o estrógeno e o progesterona. “Eles alteram o equilíbrio entre eventos bioquímicos que levam à coagulação sanguínea e os que previnem que isso aconteça no interior dos vasos sanguíneos”, disse. Segundo o nefrologista e nutrólogo Wesley Schunk, as pílulas de uso oral com drospirenona, que entraram mais recentemente no mercado, são as que apresentam as taxas mais altas desses hormônios.

É comum?

Apesar do anticoncepcional elevar as chances das mulheres sofrerem AVC, não é comum ele causar a doença. Os casos ainda não são expressivos, apesar de não ter um controle quanto aos registros. “De maneira geral não é comum termos muitos casos de AVC que derivaram do uso dos anticoncepcionais, mas, quando consideramos mulheres jovens com AVC isquêmico ou Trombose Venosa Cerebral, o anticoncepcional está entre os principais fatores etiológicos. Por conta da notificação indevida, os casos ainda são subestimados e, provavelmente, existem mais registros do que aqueles divulgados”, destaca o neurologista Andre Felicio. Esse risco pode se elevar ainda mais se houver a associação de fatores. “Se a mulher possuir diabetes, enxaqueca com aura, fumar, sofrer de dislipidemia, hipertensão, doenças genéticas ou outras doenças mais raras que causem hipercoagulabilidade, o risco aumenta. É contraindicado, por exemplo, para mulheres tabagistas com mais de 35 anos utilizar os anticoncepcionais”, enfatizou Fabio.

Atenção!

Foto: Shutterstock

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Antes de tomar qualquer tipo de anticoncepcional, é necessária uma avaliação médica adequada para a indicação e buscar orientação de um ginecologista para saber quais pílulas possuem dosagens pequenas de hormônios e se deve usá-las. “O médico deve investigar se a mulher nunca tomou esse tipo de contraceptivo, se tem parentes de primeiro grau com casos de trombose, problemas circulatórios ou se é fumante. Além disso, pacientes diagnosticadas com diabetes, enxaqueca, insuficiência renal e câncer de mama, de ovário ou endométrio também são outros complicadores, já que as células cancerosas se alimentam de hormônios liberados pelo corpo. Pacientes com cirrose, hepatite aguda e insuficiência hepática também devem evitar o uso porque já têm o fígado sobrecarregado e a pílula é metabolizada logo ali”, explicou Wesley Schunk. Se forem realmente constatados fatores que aumentem a coagulabilidade sanguínea, o neurologista Andre acredita que seja melhor tentar usar outros métodos contraceptivos.

Você sabia?

Os anticoncepcionais apresentam diversos efeitos colaterais. Por isso, é sempre importante ir ao médico para buscar indicação e orientação. Alguns efeitos são: queda da libido, enfraquecimento do tônus muscular, complicações cardiovasculares, alteração no funcionamento normal do organismo e podem até estimular o surgimento de células cancerígenas.

pilulas relogio camisinha

FOTO: Shutterstock

Alguns métodos contraceptivos

Camisinha: independente da escolha por outros métodos, o uso desse preservativo é insubstituível contra doenças sexualmente transmitíveis (DST), como a Aids. Não contém hormônios e impede a gravidez por barrar a passagem dos espermatozoides.

Diafragma: assim como a camisinha, é um método anticoncepcional de barreira, porém não impede as DSTs. Também não contém hormônios e pode durar até dois anos. Sua eficácia é menor, em comparação às camisinhas.

Dispositivo Intrauterino (DIU): pode ser encontrado com hormônio ou sem (feitos com cobre). Ele diminui a movimentação dos espermatozoides até os óvulos e também deixa a parede do útero mais fina, o que impede a fixação de óvulos fecundados.

Texto: Redação Alto Astral

Consultoria: Andre Felicio, neurologista; Fabio Sawada Shiba, neurologista; Wesley Schunk, nefrologista e nutrólogo

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