ESTILO DE VIDA

Por que os jovens “congelam” quando estão nervosos?

A adolescência é um período em que a ansiedade está à flor da pele. Veja o motivo de os jovens "congelarem" em algumas situações de nervosismo

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IMAGEM: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 02/12/2016 às 12:06
Atualizado às 15:30

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Quem já passou pela fase da adolescência ou está passando sabe das dificuldades que eventualmente aparecem e geram algum tipo de constrangimento. A pessoa começa a suar, as mãos parecem que ganham vida própria de tanto tremerem e o corpo até paralisa repentinamente. E esse “congelamento” relacionado aos sintomas ansiosos nos jovens recentemente ganhou uma explicação neurológica segundo uma pesquisa.

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IMAGEM: iStock.com/Getty Images

O sentimento de ansiedade nos jovens pode não estar ligado apenas às partes do cérebro responsáveis pelas emoções. Isso é o que diz um estudo liderado pela pesquisadora Laura Muzzarelli e apresentado no último congresso da Associação Europeia de Neuropsicofarmacologia, em Viena, na Áustria.

As reações ansiosas também estão ligadas às regiões de controle motor. Esse indicativo explica por que alguns adolescentes “congelam” em situações que causam muita ansiedade (como ter a primeira conversa com quem é apaixonado). Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores fizeram um primeiro experimento com 150 crianças entre 8 e 9 anos buscando sinais de ansiedade e dificuldades com interação social, obtendo um resultado positivo em alguns casos. Esse grupo também demonstrou uma certa dificuldade no reconhecimento da raiva.

Já na adolescência, entre 14 e 15 anos, o mesmo grupo foi avaliado para ver se algum sintoma ansioso em ambiente social havia sido desenvolvido. Nesse novo teste, os jovens foram submetidos à ressonância magnética para que os pesquisadores analisassem as atividades cerebrais em relação à identificação da irritação.

Os resultados indicaram que, além das áreas relacionadas às emoções e reações de fuga no cérebro, os voluntários apresentaram uma atividade inibitória nas estruturas responsáveis pela coordenação motora. Essa conclusão, segundo a líder da pesquisa, comprova a relação de sentimentos mais intensos com o “congelamento” dos movimentos.

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Texto: Giovane Rocha/Colaborador