Ansiedade causa desequilíbrio químico no cérebro, afeta memória e emocional

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) causa, no cérebro, a impressão de que situações de perigo estão para acontecer

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 12/10/2016 às 18:15
Atualizado às 11:43

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Também chamado de transtorno de ansiedade generalizada (TAG), a expectativa constante sobre o futuro gera a sensação de que algo ruim pode acontecer. O distúrbio provoca um conjunto de sensações físicas e psicológicas, como medo e tensão que naturalmente surgem perante uma situação identificada pelo cérebro como perigosa ou de sofrimento iminente a partir de um fator de forte estresse.

Procrastinação colabora para o sentimento de ansiedade

FOTO: Shutterstock.com

O estado emocional desequilibrado culmina em uma crise de ansiedade, quando a tensão é tanta que o corpo passa a apresentar sintomas físicos.

Cérebro ansioso

Não há indícios de que o transtorno ansioso seja capaz de gerar modificações fisiológicas no cérebro. No entanto, trata-se de algo sério, tanto que é capaz de produzir alterações químicas no órgão. “Um dos sintomas ansiosos é a superprodução da adrenalina e noradrenalina. Eles são hormônios neurotransmissores que atuam como disparos elétricos no cérebro, na comunicação entre os neurônios”, explica Lígia. Tal produção acontece em situações de perigo e estresse reais ou imaginárias, atuais ou que ainda não aconteceram.

Esses neurotransmissores são responsáveis por deixar o organismo em estado de alerta, preparado para enfrentar o perigo. É desta reação que se originam os sintomas físicos de uma crise de ansiedade, como aceleração dos batimentos cardíacos e rigidez muscular.

A ansiedade exacerbada também pode comprometer permanentemente outras esferas do cérebro, como explica a psicóloga Cleunice Menezes: “A ansiedade e o estresse crônico podem afetar áreas do órgão que influenciam a memória a longo e a curto prazo e a produção química, que podem resultar em um desequilíbrio emocional”. Pessoas com o transtorno ainda apresentam dificuldades para adormecerem, o que acarreta uma redução significativa da concentração.

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Consultorias: Cleunice Menezes, psicóloga e psicanalista; Lígia Venturineli, psicóloga da AzimuteMed – Treinamento & Qualidade, de São Paulo (SP).

Texto e entrevistas: Natália Negretti – Edição: Augusto Biason / Colaborador

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