Aneurisma: quais doenças podem contribuir para o surgimento do problema?

Aprenda quais doenças aumentam as chances de rompimento de um aneurisma. Vale a pena tomar mais cautela caso você tenha alguma delas

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por Redação Alto Astral
Publicado em 07/11/2016 às 12:02
Atualizado às 11:56

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Em muitos casos, é comum que uma doença esteja diretamente relacionada à outra, a exemplo da obesidade e do diabetes. No entanto, quando se fala em aneurisma, é preciso ter cuidado com algumas colocações. A hipertensão, por exemplo, pode facilitar a ruptura de um aneurisma já existente, porém ela não é a única responsável pelo aparecimento do problema. “Embora a maioria dos casos se trate de alteração congênita, há fatores que podem facilitar a rotura do aneurisma, como hipertensão arterial e tabagismo. Pode, ainda, haver vários casos de aneurisma em uma mesma família”, frisa a neurologista do Hospital Bandeirantes, Sandra Mathias. A seguir, saiba como cada distúrbio pode afetar as paredes dos vasos sanguíneos.

Coração aneurisma doenças

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Diabetes

A doença possui dois tipos comuns: o 1, que é caracterizado pela não produção de insulina — hormônio responsável por converter o açúcar em energia para o corpo — pelo pâncreas e atinge, principalmente, crianças e adolescentes. Já o tipo 2 acontece quando o pâncreas produz insulina, no entanto, não a aproveita da forma adequada, ou seja, não consegue metabolizar a glicose presente na corrente sanguínea. “O tipo 1 acontece quando há a ausência completa da produção de insulina por um mecanismo autoimune, que destrói as células que a fabricam. O tipo 2 consiste em uma redução do efeito da insulina, causado, principalmente, pela obesidade e pelo sedentarismo”, completa o clínico geral Paulo Camiz.

Assim que diagnosticado o problema, é preciso tomar as devidas medidas para controlar as taxas de glicemia, já que um diabetes mal controlado é fator de risco para se ter um derrame. Isso porque a doença ajuda a enrijecer a artéria, prejudicando o fluxo sanguíneo e, nesse caso, pode facilitar o rompimento de um aneurisma, que pode ser responsável pelo acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH), quando a artéria se rompe e o sangue se espalha para os tecidos, danificando as células do cérebro.

Hipertensão arterial

Hipertensão desconforto

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Popularmente conhecida como pressão alta, o problema atinge cerca de 30% da população adulta, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e é considerada uma doença sem cura, porém com tratamento. “Uma vez que o diagnóstico é feito, o tratamento é para o resto da vida. Com o tempo, os procedimentos podem mudar, trocando os medicamentos, adicionando um ou excluindo o outro. Às vezes, uma dieta equilibrada passa a ser o suficiente para controlar o problema, sem a necessidade de medicação”, salienta a cardiologista Andrea Brandão.

O problema ocorre quando a pressão arterial está descontrolada. Nessa condição, ela ataca os vasos sanguíneos, o coração, os rins e o cérebro. Isso se explica porque os vasos possuem uma camada muito sensível, que é machucada quando o sangue está circulando com uma pressão elevada. No momento em que isso acontece, eles ficam rígidos e estreitos podendo, com o tempo, entupir ou estourar. Uma pessoa que já possui um aneurisma pode ter o seu rompimento facilitado pela elevação da pressão arterial. “Se a pessoa tem uma alteração na parede do vaso, tudo que o machuca piora a evolução do aneurisma. Imagine só: se você tem uma mangueira com uma bolha (aneurisma) e aumentar muito a pressão dentro dela, a chance da bolha estourar é muito maior. Estresse, tabagismo, sedentarismo… Tudo isso piora o risco de complicar um aneurisma que nasceu com você ou até de desenvolver um aneurisma que não é congênito. Então, a pressão alta descontrolada pode ter uma complicação chamada microaneurisma, ou seja, a pressão fica alta por tanto tempo que os vasos começam a ficar meio frouxos. Eles não são tão grandes, mas podem romper o vaso e propiciar o acidente vascular cerebral hemorrágico”, explica o neurologista Leandro Teles. “A pressão arterial não controlada mais do que dobra o risco de desenvolver um aneurisma e, uma vez desenvolvido, que ele rompa”, conta Paulo Porto de Melo, neurocirurgião.

batimento cardiaco coracao

Foto: iStock.com e Getty Images

Colesterol

Ele pode ser definido como uma composição de hormônios que atua na cicatrização e em reservas energéticas formando a camada gordurosa. “É um tipo de gordura que se encontra ligada a proteínas, presente na corrente sanguínea. As proteínas mais famosas são LDL (lipoproteína de baixa densidade) e HDL (lipoproteína de alta densidade)”, explica o cardiologista Américo Tângari. O colesterol é essencial ao organismo, no entanto, o problema acontece quando ele está em doses elevadas no sangue. O aumento dele faz com que a gordura seja acumulada nas paredes das artérias, dificultando o fluxo sanguíneo. Com o coração trabalhando mais para manter esse fluxo, a pressão do sangue aumenta e, consequentemente, as chances do rompimento de um aneurisma também.

Texto: Redação Alto Astral

Consultoria: Américo Tângari e Andrea Brandão, cardiologistas; Leandro Teles, neurologista; Paulo Camiz, clínico geral; Paulo Porto de Melo, neurocirurgião; Sandra Mathias, neurologista

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