Alimentação saudável: as crianças podem e devem aprender a comer bem

Nunca é cedo demais para aprender a se alimentar bem. Uma alimentação saudável é a base do crescimento das crianças e é importantíssima para sua formação!

None
FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 26/10/2016 às 12:13
Atualizado às 11:49

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Educação vem de casa. Pais e familiares em geral são os principais responsáveis em dar as melhores condições de vida para os pequenos, bem como ensinar o que é certo e o que é errado. Quando o assunto é alimentação, não é diferente.

criancas-alimentacao-saudavel-tigela-cereal

FOTO: Shutterstock

Infância saudável

Brincar, estudar e se alimentar bem! Não é preciso que a criança esteja fora do peso para que ela siga uma alimentação nutritiva. É claro que pode ajudar no emagrecimento, mas o principal objetivo de se comer com qualidade é proporcionar um desenvolvimento saudável aos pequenos. Por ser flexível e se adaptar a cada indivíduo, a reeducação alimentar é indicada para todas as pessoas, inclusive as crianças. Não se trata de uma dieta, mas sim de ter uma alimentação balanceada. “A reeducação alimentar mostra que podemos comer de tudo, porém com cautela. Não podemos comer guloseimas todos os dias, mas, sim, fazê-lo em datas festivas, dia especial ou mesmo em algum momento no final de semana”, destaca a nutricionista Paula dos Santos Ribeiro. Além disso, aprendendo desde cedo as melhores opções para levar ao prato, a criança tende a se tornar um jovem e adulto saudável, sem futuros problemas de saúde vindos da má alimentação.

Driblando a cara feia

Um dos dilemas na hora das refeições das crianças é lidar com a cara feia para aquele alimento diferente do seu prato preferido – geralmente alguma guloseima. A maneira mais fácil de convencer o fazedor de careta é mostrar que alimentos saudáveis também são gostosos. Como? Fazendo pratos saborosos e dando o exemplo. De nada adianta tentar empurrar um brócolis sem graça se a batata frita é muito mais apetitosa. Uma ideia é adicionar os alimentos aos poucos no meio de outros, como feijão e arroz, ou então, usá-los em receitas que a criança gosta, como omelete, sanduíche e sucos. Os pais também devem entrar na onda e consumir tudo o que exigem que o pequeno coma. Afinal, a melhor forma de educar é sendo o exemplo. É fato que tais atitudes requerem paciência e dedicação, mas com certeza valem a pena.

O segredo é não desistir rápido, pois o paladar precisa experimentar pelo menos 10 vezes o mesmo alimento para se adaptar. E uma dica: quanto mais nova for a criança, mais fácil é reeducar seu paladar. “A reeducação alimentar junto às crianças demanda uma forma diferente de abordagem. Devemos ser claros sobre os problemas da alimentação ruim. Mas nada de restrições drásticas. Elas precisam entender que podem comer as besteiras que tanto amam, porém com uma frequência menor”, explica Paula. Assim, não é preciso cortar do cardápio tudo o que se gosta, mas apenas saber consumi-los em ocasiões certas.

crianca-alimentacao-saudavel

DOTO: Shutterstock

Ajuda psicológica

Se a necessidade de perda de peso for algo mais sério, como o caso de obesidade, que afeta a saúde do jovem, é importante procurar também a ajuda de um psicólogo, além de nutricionistas. O apoio psicológico colabora para a criança enfrentar melhor as mudanças na alimentação e na rotina, além de aprender a lidar melhor com as emoções, como a ansiedade.

Boas trocas

Substituir alguns alimentos e adotar algumas medidasfazem bastante diferença na dieta para que a criançada coma de forma mais saudável. “Aconselho negociar e fazer trocas para aos poucos ganhar a confiança da criança e conseguir colocá-la na linha”, destaca Paula. A seguir, algumas dicas de substituição:

  • Trocar o leite integral pelo semidesnatado;
  • Diminuir a quantidade de achocolatado no leite;
  • Trocar biscoitos recheados pelos sem recheios;
  • Trocar os salgadinhos fritos por assados;
  • Trocar refrigerantes por suco e, sempre que possível, pelo natural;
  • Consumir frituras apenas uma vez por semana;

Texto: Natália Negretti

Consultoria: Paula dos Santos Ribeiro, especialista em nutrição esportiva, em fisiologia do exercício e em nutrição clínica e estética

LEIA TAMBÉM:

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Ao assinar nossa newsletter, você concorda com os termos de uso do site.