ESTILO DE VIDA

Boa alimentação e até pets ajudam a combater depressão

Apesar do importante e necessário acompanhamento profissional constante, terapias alternativas são aliadas no tratamento da depressão

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Foto: iStock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 20/12/2016 às 12:54
Atualizado às 16:24

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Uma boa alimentação é indispensável para manter o bom funcionamento do organismo, e ainda mais essencial para administrar sintomas da depressão. Alimentos que possuem cafeína, açúcar e álcool podem ser grandes vilões para quem busca um caminho para longe da doença. No geral, eles possuem propriedades que estimulam a ansiedade e o estresse, que podem se tornar sérios agravantes para o quadro depressivo.

Boa alimentação e até pets ajudam a combater depressão

Foto: iStock.com

Contudo, existem os alimentos mocinhos, que auxiliam na regulação do humor, proporcionando efeitos calmantes. Por isso, dê preferência aos que contenham o triptofano — aminoácido que antecede a sintetização do neurotransmissor serotonina, presente em grande quantidade em alimentos como a banana, abacate, carnes magras (peixe e frango) e ovos, que também possuem vitaminas (tiamina e niacina, do complexo B) que ajudam a melhorar o humor.

Ajuda animal

Não é exatamente uma técnica de terapia, mas, sim, uma relação extremamente saudável que pode trazer diversos benefícios, incluindo a remissão da doença. O convívio com animais de estimação tem se mostrado um caminho bastante eficiente contra a depressão, visto que o indivíduo com o quadro tende a se isolar socialmente. E ter a companhia de um bichinho pode ajudar na sensação de cuidar e ser cuidado, indica o psicólogo André Assunção.

Esse é um tratamento que não depende de interferência medicamentosa por ser uma “fonte” natural de serotonina, neurotransmissor essencial para o alívio dos sinais depressivos. Isso porque, como explica o psicólogo, “toda sensação de prazer e felicidade promove a produção de serotonina. Essa pode ser uma ótima saída para pessoas que estão com baixa produção no cérebro e sentem-se desanimadas, tristes, isoladas e com humor depressivo”.

O mais importante

Se você não se identificou com nenhuma dessas alternativas, tenha em mente que essas são apenas algumas possibilidades. E, como destaca a psicanalista Cristiane Maluf Martin, tudo o que a pessoa fizer por ela em busca de uma vida com maior bem-estar já estará sendo de grande ajuda. Isso, segundo a especialista “vai tirá-la do foco da doença, seja uma atividade física, um hobby, um curso, um trabalho voluntário, enfim, cada indivíduo deve buscar o que lhe traz prazer, para deixar sua vida colorida, diante do cinza que a depressão deixou e com certeza ficará menos infeliz”.

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Consultorias: André Assunção, psicólogo da empresa de planos de saúde Hapvida, em Fortaleza (CE); Cristiane Maluf Martin, psicanalista.

Texto: Giovane Rocha/Colaborador – Entrevistas: Augusto Biason/Colaborador e Ricardo Piccinato – Edição: Augusto Biason/ Colaborador