As afasias são perdas na função de comunicação: entenda!

Os problemas surgidos na linguagem podem ter diversas origens. Quando neurológica, as afasias podem surgir como consequências de algum dano cerebral.

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 03/04/2017 às 13:18
Atualizado às 13:40

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Os problemas surgidos na linguagem podem ter diversas origens. Quando neurológica, as afasias – enfraquecimentos ou perdas da função da comunicação escrita ou falada – podem surgir como consequências de algum dano cerebral, sendo relacionado ou não a deficiências intelectuais, como síndrome de Down ou síndrome de Angelman. Segundo Dionísia Aparecida Cusin Lamônica, professora de fonoaudiologia na Universidade de São Paulo (USP), “também são comuns os atrasos de linguagem, que podem estar associados a imaturidade somada ao contexto ambiental não eficiente na estimulação da criança.”

Outros fatores que podem interferir no processo comunicativo são aqueles de origem comportamental, como a timidez que, quando somada à ansiedade e a diversas situações rotineiras, pode se desenvolver a níveis comprometedores da relação interpessoal, ocasionando fobias sociais e ataques de pânico.

desenho de uma mulher olhando no espelho e com um balão de fala posicionado acima da cabeça

Foto: Shutterstock

Segundo o psicólogo Bayard Galvão, a mídia pode influenciar no desenvolvimento da timidez: “para adicionar à baixa autoestima, boa parte da mídia é feita por vendedores, seja de produtos, crenças ou variações, que comumente querem dizer: ‘quem não usar muito o meu produto será feio ou menor’, seja um carro novo, uma bolsa cara ou uma pele mais esticada”.

As afasias são, em geral, acarretadas por acidente vascular cerebral (AVC) – que deixa sequelas não somente na fala, visto que disfunções nela, geralmente, vêm acompanhadas por problemas adicionais – dentre eles estão a disfagia (dificuldade na deglutição) e a apraxia (incapacidade de realizar movimentos voluntários). Isso ocorre devido a uma desordem no funcionamento de veias ou artérias ocasionada por ausência de elementos essenciais ao bom desempenho cerebral, como a glicose e o oxigênio.

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Texto: Rafael de Toledo Edição: Angelo Matilha Cherubini

Consultorias: Galvão Bayard, psicólogo clínico, hipnoterapeuta e presidente do Instituto Milton H. Erickson de São Paulo (SP); Dionísia Aparecida Cusin Lamônica, professora de fonoaudiologia na Universidade de São Paulo (USP)

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