Adolescentes também sofrem com a ansiedade. Saiba por quê

Engana-se quem pensa que a ansiedade é exclusividade de adultos: cerca de 10% das crianças e adolescentes sofrem com algum transtorno ansioso

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FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 27/10/2016 às 10:29
Atualizado às 11:50

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A adolescência é uma fase de acontecimentos importantes que marcam toda a vida. Porém, também é uma época em que é preciso lidar com mudanças e sentimento de inquietação e ansiedade; sem esquecer dos estudos, de atividades extracurriculares e da decisão de qual carreira seguir. A pressão dos pais, familiares, amigos e da própria sociedade sobre o futuro profissional faz com que o jovem tenha que lidar com a indecisão e o medo de errar.

Adolescentes também sofrem com a ansiedade

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Como a ansiedade é natural diante de situações de ameaça, não à toa, essas questões, até então desconhecidas, podem desencadear transtornos de ansiedade.

“Um adolescente, muitas vezes, não possui uma bagagem emocional para resolver a grande quantidade de atividades exigidas. Isso pode acarretar, em conjunto com as exigências por acertos, o medo de errar e, com isso, desencadear um transtorno de ansiedade”, explica o psicopedagogo Newton Ishimitsu. “A pressão pode, inclusive, bloquear seu processo de formação, o que também pode ser um estopim para outros diversos transtornos”, complementa.

Os transtornos ansiosos nos adolescentes são tão comuns que estão entre as principais doenças psiquiátricas, atrás somente dos Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e os de conduta, quando os jovens têm comportamentos antissociais. Estudos apontam, ainda, que cerca de 10% das crianças e adolescentes sofrem algum transtorno ansioso.

Pra vida toda?

Ter passado por um transtorno ansioso na adolescência não significa, necessariamente, que a fase adulta também será de ansiedade excessiva. “No decorrer de sua vida o jovem acaba, muitas vezes, obtendo experiências que possibilitam a ele desenvolver uma bagagem emocional, o que faz com que na sua vida adulta ele reduza ou mesmo acabe com esse quadro de ansiedade”, afirma o especialista. O diagnóstico precoce ajuda a evitar repercussões negativas no presente e no futuro do jovem.

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Texto e entrevistas: Natália Negretti – Edição: Augusto Biason / Colaborador

Consultoria: Newton Ishimitsu, psicopedagogo e diretor pedagógico do Aliança Vestibulares (SP).

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