Filho adotivo: os desafios para a construção familiar

A psicóloga Cynthia Boscovich dá dicas de como construir essa nova família e o momento certo para contar sobre a adoção criando o melhor ambiente possível.

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A adoção precisa ser planejada e o processo de criação dos filhos pode ajudar na hora de revelar para a criança (Foto: Pixabay/Shutterstock Images)

por Redação Alto Astral
Publicado em 15/01/2018 às 14:00
Atualizado às 11:47

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Quando uma família decide adotar um filho, é preciso que o ambiente familiar e o psicológico estejam preparados para receber o novo membro. A psicóloga Cynthia Boscovich dá dicas de como construir essa nova família e o momento certo para contar sobre a adoção.

Preparação do casal

“O ideal é que o casal trate com naturalidade a adoção antes mesmo da criança chegar. O processo de adoção tem que estar muito tranquilo para os pais. O casal precisa entender o motivo que os levou a adotar essa criança e qual o significado dessa adoção”, comenta a psicóloga.

É preciso lembrar também que a adoção é um processo que pode demorar ou não. A partir do momento que o casal decide adotar uma criança, a fila de espera pode ser grande, o bebê pode demorar meses para chegar e apesar do casal estar esperando, ele pode chegar de uma hora para a outra.

Quando contar a verdade?

Se a família tratar a adoção com naturalidade, a criança vai entender que esse fator não interfere no amor familiar e o assunto não será um tabu em casa. “É importante que o filho saiba o que é uma adoção e que o assunto seja tratado com naturalidade em casa. Ele nasceu de outro ventre, mas ele pertence a nossa família”, esclarece Cynthia.

Na adolescência

Algumas famílias deixam para contar a verdade sobre a adoção quando a criança for mais madura e capaz de entender melhor o significado das coisas. Quando essa verdade é contada na adolescência, é preciso ter um cuidado especial.

“Os pais precisam colocar o assunto de peito aberto, sem medo, pois isso pode gerar uma revolta. O filho pode se sentir traído, enganado e cada pessoa tem uma forma particular de lidar com essa situação”, explica.

A psicóloga ainda ressalta que nem sempre essa reação negativa acontece, que cada caso é um caso, mas que se a família achar necessário, um acompanhamento psicológico com o adolescente pode atenuar possíveis traumas.

Ciúme

Filhos biológicos podem desenvolver ciúme em relação ao filho adotivo. Mas para Cynthia, o desenvolvimento desse sentimento depende do significado que a adoção tem para essa família. Se o filho adotivo for tratado da mesma forma que o biológico, o ciúme não será problema ou será um ciúme natural de irmãos.

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Redação: Jaqueline Galdino/Colaboradora Edição: Luis Felipe Silva