Saiba como reduzir o consumo de açúcar e quais malefícios ele causa

Muitas pessoas têm dificuldade em controlar a vontade de comer um doce após o almoço. Por que isso acontece e como reduzir o consumo de açúcar?

None
O consumo de açúcar em excesso pode ser prejudicial ao organismo e também pode causar dependência. Não abuse! FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/07/2017 às 09:00
Atualizado às 12:31

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Como ingrediente em receitas ou apenas como um adoçante para o cafezinho: de diversos tipos, sabores e cores, o açúcar está presente no dia a dia e muitas vezes passa despercebido. No entanto, seus efeitos no organismo são muito bem notados. Nunca se consumiu tanto açúcar no mundo quanto atualmente, inclusive no Brasil. O resultado de tanta glicose no sangue é o desenvolvimento de doenças sérias que colocam a saúde em risco, como obesidade, problemas cardiovasculares, hipertensão e diabetes. Com tantas consequências negativas, por que as pessoas simplesmente não deixam de consumir os doces? Conheça algumas dicas para reduzir o consumo de açúcar e tenha mais qualidade de vida!

Não é tão fácil

Em primeiro lugar, embora traga muitos malefícios, um pouco de açúcar é saudável (mas só um pouco!). O organismo precisa de glicose, uma molécula que se converte em energia para todas as células do corpo. Principalmente praticantes de atividades de alta intensidade, como maratonas, precisam da substância para ativar o trabalho muscular. Por outro lado, não é preciso consumir o açúcar que vem da cana, a sacarose, para abastecer o corpo de glicose. Afinal, os carboidratos presentes no arroz, nos pães, nas frutas e em uma lista enorme de alimentos são convertidos em glicose durante a digestão. Quando necessário, proteínas e lipídeos também servem de fonte de energia.

Isso quer dizer que não precisamos do açúcar branco, adquirido em pacotes no mercado. O organismo é muito capaz de viver sem ele, que é um carboidrato simples, de cadeia curta, justamente o tipo que é digerido rapidamente e libera glicose no sangue em grande quantidade. Além disso, não traz consigo nenhum nutriente benéfico. As frutas também possuem carboidratos simples, com o bônus de carregarem vitaminas e minerais ” um conjunto de substâncias necessárias para a saúde. Já os carboidratos complexos, presentes em batatas, arroz, massas, pães, grãos e cereais integrais, são digeridos mais lentamente, liberando glicose constantemente, em pequenas quantidades. Por isso, são considerados melhores fontes de energia e não desequilibram as taxas de açúcar no sangue.

Prefira uma opção de fruta no lugar de um doce industrializado. FOTO: iStock.com/Getty Images

Pensando assim, o corpo trabalharia muito bem somente com alimentos fontes de carboidratos bons, certo? Sim, se os grãos branquinhos não gerassem a segunda causa da dificuldade em abandoná-lo: o açúcar vicia. Isso mesmo! O ingrediente dá ao corpo uma sensação de prazer, além de aguçar as papilas gustativas, o que faz com que o cérebro queira cada vez mais o doce. Isso torna nada fácil seu menor consumo. E por último, o ingrediente está tão enraizado na culinária, que muitos produtos comprados prontos possuem açúcar, mesmo alguns salgados. Assim, fugir do açúcar requer muitos cuidados com a alimentação.

5 maneiras para reduzir o consumo de açúcar e doces

Retirar o açúcar da dieta de um dia para o outro não é nada fácil ” nem recomendado. Porém, é possível reduzir seu consumo com medidas práticas no dia a dia. “Não existe consumo saudável ou recomendável para o açúcar. A orientação que podemos dar é: consuma o mínimo possível”, indica a nutricionista Patricia Davidson. Do café da manhã à ceia, faça boas escolhas e ganhe mais saúde!

  • Experimente: não é porque algo não tem açúcar que ele não vai ser bom. Explore ao máximo os sabores dos alimentos. Quem já aderiu à redução do açúcar na dieta testemunha uma melhora no paladar, garantindo provar sabores antes desconhecidos.
  • Doce saudável: se for inevitável adoçar uma bebida ou um prato, prefira o mel. Natural, é fonte de minerais e não contém substâncias químicas, como o açúcar refinado, por exemplo. Mas cuidado com a quantidade: ele é muito calórico.
  • Esqueça o refrigerante: a bebida é um dos campeões na presença de açúcar em sua composição. Para se ter uma ideia, a quantidade presente em apenas uma latinha pode até ultrapassar o consumo diário indeal. Além disso, é pouco nutritivo, fornecendo quase nada de bom para o organismo. Por isso, as versões light, diet e zero também devem ser evitadas.
  • Reeduque seu paladar: quando o corpo sente falta de energia, a primeira coisa que ele pede é uma fonte rápida de açúcar, o que, muitas vezes, acaba favorecendo o ataque a guloseimas. Para que isso não ocorra, faça seis refeições diárias, uma a cada três horas. Isso mantém uma sensação de saciedade durante todo o dia. Equilibrar as refeições com proteínas, carboidratos e vegetais ajudam para que não exista uma oscilação nos níveis de insulina no corpo, o que aumenta a vontade de comer doces.
  • Mastigação eficaz: mastigue bem e lentamente, dando tempo ao cérebro para receber a mensagem de saciedade, o que acontece 20 minutos após o início das refeições. Isso evita ataque a doces e outros alimentos.

Texto: Larissa Tomazini | Consultoria: Patricia Davidson, nutricionista

LEIA TAMBÉM:

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Ao assinar nossa newsletter, você concorda com os termos de uso do site.