Conheça as principais razões para o desenvolvimento de enxaqueca crônica

O estudo foi desenvolvido pela Sociedade Internacional de Cefaleia

enxaqueca crônica
Foto: Reprodução/Freepik

Você sabe o que leva uma pessoa a desenvolver enxaqueca crônica? Ter dor de cabeça uma vez ou outra durante o ano é algo natural. Afinal, ela pode acontecer por diferente motivos quando são esporádicas. Mas é preciso ter cuidado, porque quando elas começam a ser muito frequentes, em mais de 15 dias no mês, é sinal de que algo anda errado. Agora, por que isso acontece?

Um estudo publicado recentemente no periódico Cephalalgia, da Sociedade Internacional de Cefaleia elencou cinco dos principais fatores de risco que levam ao desenvolvimento da condição.

Depressão

Não é de hoje que o transtorno psiquiátrico é ligado à dores de cabeça. Segundo o estudo, a depressão aumenta as chances do desenvolvimento de enxaqueca crônica em até 58%. Além disso, por outro lado, a dor também pode levar a problemas emocionais, visto que causa grande impacto no dia-a-dia do ser humano.

Renda baixa

Acredite ou não, mas a falta de dinheiro também pode ser uma das principais causas da enxaqueca crônica. A pesquisa divulgou que ganhar acima de 210 mil reais ao ano diminui a probabilidade de sofrer com a doença em cerca de 35%. A razão pode estar associada ao fato de que pessoas que possuem uma renda mais alta geralmente tem mais acesso a tratamentos e prevenções.

Excesso de medicação

Querer tomar remédio para qualquer dorzinha também não é uma boa não, viu?! Os analgésicos podem ajudar a aliviar a dor em casos esporádicos, mas é importante não fazer o uso contínuo deles. Com o excesso de medicação, a tendência é que as crises comecem a ser mais frequentes e mais intensas. O indicado é tomar, no máximo, cerca de oito comprimidos no mês. Por isso, é importante fazer o uso do remédio somente quando for realmente necessário.

Alodinia

A Alodinia é uma alteração do sistema nervoso que envolve uma mudança no sentido da dor. Isto é, o indivíduo sente dor em regiões específicas com práticas que deveriam ser normais. Quem sofre dela pode sentir um grande desconforto com um simples toque ou até mesmo penteando o cabelo. O estudo apontou que ela também pode aumentar as chances de grau crônico em 40%.

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