Entrevista com Rafa Vitti, o Carlos Eduardo de Velho Chico

O ator, que já é galã do público teen, fala sobre sua participação no horário nobre

O ator Rafael Vitti conversou com nossa reportagem e falou de sua participação em ‘Velho Chico’. Confira o papo:

Foto: Caiuá Franco/Globo

Foto: Caiuá Franco/Globo

Como surgiu o convite para participar dessa trama? Você saiu de uma novela teen e está estreando no horário nobre. Como está sendo isso?
Pois é! É um grande passo e um grande desafio. Eu fico muito feliz porque são os desafios que nos movem. Então, eu só tenho a agradecer por estar aqui e estar trabalhando com grandes profissionais. Está sendo ótimo participar dessa novela. Tendo novas experiências para poder dar mais passos. Está sendo muito diferente do meu trabalho na ‘Malhação’. Aqui é um lugar novo que eu posso experimentar novas coisas e mostrar outros lados.

Você interpreta o personagem do ator Marcelo Serrado na segunda fase. Como foi a troca com o Serrado?
Foi ótima. O Marcelo é um grande ator, que eu admiro muito. Nossa troca foi bem breve, porque eu cheguei de último tempo na novela. Mas ele me ajudou: mostrou os cadernos de estudos dele, me deu uns toques. Eu pude conversar com ele. Foi muito bom, Marcelo foi muito generoso.

Está preparado para estrear no horário nobre?
Muito ansioso para a estreia na novela. Nessa obra que com certeza é uma poesia em forma de imagens, com atores belíssimos, então eu estou muito ansioso.

Falando em poesia, você pensa em lançar um segundo livro de poesias?
Eu estou trabalhando no novo livro sim, mas não tenho pressa para lançá-lo. Estou produzindo ainda, escrevendo novos poemas. Enfim, tenho novos planos sim.

E esse bigode? Você curtiu o visual? Acostumou com ele?
Eu tive uma fase de adaptação até me acostumar. Agora eu estou até gostando. Está crescendo mais, está dando para enrolar.  Estou fazendo uma homenagem ao Salvador Dalí, um artista que eu gosto muito.

As fãs aprovaram?
Tem de tudo, né? Tem umas que gostam, acham bonito, outras que desaprovam. Enfim. É a vida né? Não podemos agradar a todos.

Foto: Reprodução/Instagram

Foto: Reprodução/Instagram

Falando em meninas, você está solteiro?
Eu estou muito bem. Estou feliz pra caramba no meu trabalho. É isso.

Como está sendo contracenar com esses grandes nomes de nossa dramaturgia? Já que ‘Malhação’ é um pouco experimental, né?
Vou discordar um pouco de você de que ‘Malhação’ é um pouco experimental. De fato é uma oportunidade para os novos atores de mostrarem o seu trabalho, que é uma experimentação. Mas de outro lado, a gente trabalha com grandes nomes também da Rede Globo e o trabalho é o mesmo. Eu acho engraçado quando as pessoas falam que ‘Malhação’ não é novela. A gente trabalha tanto quanto em uma novela. É como se fosse uma novela mesmo mas que a trama é um pouco mais leve. Então, eu acho que é isso. Eu estou muito feliz. Nem tenho palavras para descrever o que eu estou sentindo. A primeira cena que eu fiz na trama foi com o Rodrigo Santoro, que é uma referência muito palpável pra mim. Porque é um cara que quando eu era novo, ele estava  construindo a carreira dele. Então, eu só posso me sentir lisonjeado e honrado de contracenar com ele.  Estou muito agradecido por ter sido escolhido para desempenhar esse papel. Eu espero dar o que as pessoas esperam. Eu estou fazendo com o meu coração. Está lindo, está favorável.

Você foi muito elogiado em ‘Malhação’. Você está preparado para as criticas em relação a esse novo trabalho?
Eu acho que a gente tem que estar preparado, né? Embora o sucesso tenha sido grande em ‘Malhação’, de forma geral e em torno do meu personagem, foi um sucesso. Mas tiveram várias criticas negativas. Tem de tudo, né? Eu acho que a gente tem que acreditar no nosso trabalho e no que a gente é. E ouvir as sugestões com embasamento. Porque é muito fácil falar, mas ninguém passa o dia a dia. Não sabe como é gravar uma novela. É fácil julgar, difícil fazer.

Foto: Paulo Belote/Globo

Foto: Paulo Belote/Globo

O personagem é meio vilão, né?
Eu não gosto muito de dizer que o personagem é vilão ou que ele é um mocinho. O personagem tem diversas camadas. Ele é um garoto ambicioso. Acho que na fase do Marcelo (Serrado) que ele vai se desvirtuar um pouco. Na minha fase ele é apenas ambicioso. Nada de maldade, pelo contrário até. O personagem sofre uma transformação ao longo do tempo.

Por você ser bem jovem, você acha que seu personagem vai atrair um público teen para o horário de ‘Velho Chico’?
Acho que sim. A galera que me acompanha vai querer assistir sim.

Além da trama, quais são seus novos projetos?
Eu sempre tenho projeto em mãos. Eu estou escrevendo um novo livro e estou gravando um filme (Os Saltimbancos) com o Renato Aragão, que deve estrear no segundo semestre. É isso.

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