Entrevista com José Mayer, o Zico Rosado de "Saramandaia"

A nova versão de Saramandaia estreou na segunda-feira, na faixa das 23h. Um de seus principais personagens é Zico Rosado, o corrupto ex-prefeito de Bole Bole que mantém uma rixa tradicional com a família Rosado. José Mayer, intérprete do homem que solta formigas pelo nariz, garante que está animado com a novela, que garante cenas […]

Por Redação Papo Feminino - 25/06/2013

A nova versão de Saramandaia estreou na segunda-feira, na faixa das 23h. Um de seus principais personagens é Zico Rosado, o corrupto ex-prefeito de Bole Bole que mantém uma rixa tradicional com a família Rosado. José Mayer, intérprete do homem que solta formigas pelo nariz, garante que está animado com a novela, que garante cenas divertidas. Em entrevista à Guia da Tevê, o ator falou sobre Zico Rosado e sobre a fama de galã, que sustenta há anos. Confira:

Entrevista com José Mayer, o Zico Rosado de "Saramandaia"

Foto: Estevam Avellar/TV Globo

Como é seu personagem?

É o dono da cidade, um coronel da boa estirpe acostumado a mandar, corrupto, decadente e ao mesmo tempo amoroso e muito divertido. Ele tem uma história romântica com o personagem da Lília Cabral, que pode ser um filão na história. Não é aquele canalha que eu vivi como o Pereirinha, na novela do Aguinaldo Silva. É um canalha diferenciado.

Não é charmoso como outros personagens que você fez?

Eu diria que ele é melhor do que o Pereirinha, que era um bagaço, duro de fazer. As mulheres quase me mataram na rua por ter feito aquilo. E elas tinham alguma razão, porque era um ser abjeto. Pior do que eu, só o José de Abreu em Avenida Brasil.

E a parceria de novo com Lília Cabral?

Uma honra! Uma sorte muito grande! Lília é uma parceira de muitos anos. E não só a Lília. Minha mãe é Fernanda Montenegro, meu inimigo é o Tarcísio Meira.  É um time, que é um Barcelona da teledramaturgia. Ou um Santos, um Atlético Mineiro…

E agora um novo romance com a personagem da Lília…

Preciso merecer a Lília Cabral. Tenho que dar um trato. E fico contente por um ator da minha idade poder ainda viver uma história amorosa!

Você viu vídeos da outra versão?

Não. Já fiz alguns remakes de clássicos e prefiro não ver. Todo remake acaba sendo uma criação original e é bom que seja original e que eu imprima minha maneira de ver. Toda vez que um artista recria um trabalho, ele vai imprimir a sua nota pessoal, sua invenção própria. Não vale a pena buscar informações do trabalho anteriormente feito.

Como é essa rivalidade de seu personagem com o do Tarcisio Meira?

Ele é meu inimigo de coração. A história na verdade é uma história de três gerações. Tem o personagem do Tarcísio que amou a personagem de Fernanda Montenegro, tem o meu personagem que amou a personagem da Lília e tem a minha filha, que meu personagem não sabe que é filha dele, a Leandra Leal. São três gerações de amor e desamor. A cidade é dividida na guerra dessas duas famílias: a família Vilar de um lado e a família Rosado do outro. A família Vilar é Saramandista e a família Rosado, Bolebolense. Há uma rixa muito grande e inclusive entre as cachaças. Eu sou fabricante da cachaça Bole-Bole e eles vão querer fabricar a cachaça Saramandaia.

E o José Mayer gosta de cachaça?

Eu adoro, mas não espalhem isso. Sou mineiro e tenho ascendência escocesa, pois eu sou Drumond (seu sobrenome). Então por todas as razões, gosto da destilada.

E as formigas do nariz?

Parte são vivas e parte digitalizadas.

O que você escuta nas ruas? O que a mulherada fala? Chamam você de gostoso?

Imagina! Que absurdo! O público gosta muito do meu trabalho e tem um grande apreço por mim. Fico honradíssimo com isso. É só.  Meu tempo de galã já passou.

Tem algum outro trabalho em vista?

Sim, um musical. Vou fazer o primeiro Cole Porter montado no Brasil, chamado “Kiss me, Kate”, com direção de Charles Muller e Claudio Botelho. Faço um duplo personagem: um dono de companhia chamado Fred e o Petruchio, de Megera Domada. E canto canções deslumbrantes de Cole Porter.

Qual é seu lazer preferido?

Jardinagem que é meu hobby. E gosto muito de estar na natureza, esculpindo as plantas, cuidando de árvores. Gosto muito de animais também. Isso é o que me descansa e o que mais me diverte.

Se você pudesse viver um realismo fantástico, o que seria?

Viver uns 200 anos, com saúde. Seria um realismo fantástico maravilhoso. Não seria?

Sua filha seguiu seus passos….

É atriz da peça “O Tempo e os Conways”, na Casa da Gávea, no Rio de Janeiro. Um belo espetáculo onde minha filha Julia Fajardo reina absoluta. Ela está brilhante, maravilhosa.

O que você faz para se cuidar?

Alimentação saudável, prazer no que faço e um pouco de ginástica. Faço piscina e caminhada. Meu peso continua o mesmo. Como à moda francesa (risos), bastante pouco.