Claudia Raia posa nua e fala sobre sexo: ‘o feminismo veio para reforçar isso’

Atriz está sem filtro e fala sobre diversos tabus da sociedade que afetam a vida das mulheres

entrevista de Claudia Raia
Foto: Reprodução/Tato Belline

A entrevista de Claudia Raia para a Revista Ela, do jornal O Globo foi pura atitude. A atriz, que está com 52 anos, pousou nua, falou sobre sexo e todo o tabu que existe nas relações, maturidade e um abuso que sofreu aos 13 anos de idade.

Claudia reforça que foi criada só por mulheres e que a sua personalidade forte é um resultado disso. Hoje em dia, a atriz acredita no movimento feminista e mostra que tem muita liberdade para ser a mulher que quer ser.

Posar nua foi uma resposta a toda sociedade que impõe padrões nas mulheres. A atriz escreveu ‘amei a ideia e poder compartilhar com vocês sobre a realidade da nossa mulher‘.

Confira a entrevista de Claudia Raia: 

Claudia Raia falou sobre algo que poucas pessoas falam e que a sociedade retrata como um tabu, o sexo anal. “Quero falar sobre o que der na telha, sem filtro. Já que estou encalacrada sendo essa mulher de 52, por que não posso falar sobre sexo anal, por exemplo, algo que incomoda tanta gente? O homem vai lá e quer te obrigar a dar o cu! Não gosto, dá licença? Porra. Por que tenho que fazer algo que detesto para agradar alguém? Com a maturidade, descobri que posso dizer do que gosto e não gosto — na verdade, sempre disse, mas o feminismo veio para reforçar isso.”

A atriz também não tem vergonha ao falar que gosta de sexo, afinal é uma coisa natural do ser humano, não é mesmo? “Outra coisa: por que é errado ser uma mulher que gosta de sexo que nem eu, uma ‘transarina’? Por que no Brasil quem gosta de sexo é vista como puta? A gente tem vergonha de dizer que gosta. E quanto mais velha, pior. Se for mãe então..”, escreveu.

E a entrevista de Claudia Raia tocou sobre assuntos delicados, por exemplo, quando sofreu um abuso quando ainda era criança. “Quando eu tinha 13 anos, fui estudar balé em Nova York e fiquei hospedada na casa de um bailarino amigo da minha mãe. Um dia, ele sentou ao meu lado e começou a conversar, colocou a mão na minha perna, e daqui a pouco a mão veio subindo, subindo… Imediatamente olhei para o lado para ver o que me cercava, o que eu poderia usar para me defender. Quando ele veio com mais força, peguei a primeira coisa que alcancei, uma coruja de cristal, e ‘pow!’ na cabeça dele. Não seria diferente porque fui criada para jamais abaixar a cabeça para nada. Felizmente, só passei por isso uma vez na vida“, disse.