ENTRETENIMENTO

Transtornos mentais: o que é psicopatia?

Saiba mais sobre transtornos psicológicos e como eles se relacionam com a mente de um serial killer. Desde a infância à fase adulta.

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FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 25/10/2016 às 06:00
Atualizado às 15:34

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Os transtornos psicológicos podem ser perturbações mentais, alucinações, desvios de comportamento, afinal, mas esses fatores podem interferir no julgamento do que é realidade?Antes de tirar conclusões, é preciso estabelecer a diferença entre um psicótico e um psicopata. A psicose é um termo usado para designar transtornos mentais, nos quais a pessoa é acometida por surtos – alucinatórios e paranoicos. Em surto, esses indivíduos rompem com a realidade, não conseguindo separar o que é real do que é imaginário.

Já, a psicopatia é um transtorno da personalidade, situação em que as funções mentais são todas preservadas e os indivíduos possuem inteligência, raciocínio, capacidade de julgamento, discernimento e planejamento, normais. A principal característica do psicopata é a indiferença afetiva ou a insensibilidade moral.

Transtornos mentais: o que é psicopatia?

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Psicopata X Psicótico

É um mito acreditar que psicopata e psicótico podem ter o mesmo significado. Psicopata, em grau moderado a grave, é aquele que pode chegar a ser assassino em série ou, em inglês, Serial Killer, que é o indivíduo que assassina três ou mais pessoas, normalmente, segundo um padrão característico, um modo de atuar próprio. Esse psicopata mata porque gosta de matar e não sente ou sofre de culpa. Psicopatas em grau mais leve são indivíduos que podem estar inseridos no nosso meio e dificilmente sabemos. São oportunistas que vivem se fazendo de vítima, podendo ser políticos, empresários e até mesmo religiosos. Quando vão para cadeia, por cometerem algum ato ilícito, são tidos como presos “exemplares” pelo seu bom comportamento, não arranjam confusões e dissimulam uma aparência de inocentes.

A psicopatia tem como base causas biológicas, psíquicas e sociais, portanto as experiências vividas no contexto afetivo, familiar, escolar e outros, vão constituindo a forma de perceber o mundo, o próprio jeito de ser e a sua forma de existir. Existem evidências de traumas, abusos de violência ou sexual que podem fazer parte dessas avaliações, porém estes, por si só, não são determinantes e sim, fazem parte de um conjunto de fatores.

Consultorias: Andréia Georges, psicóloga; Jônia Ranali, psicanalista

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