Para Freud, os sonhos são a passagem para o inconsciente

Entre os estudos de Freud sobre a mente, o pai da psicanálise acreditava que os nossos sonhos eram uma passagem para o inconsciente

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 19/01/2017 às 08:54
Atualizado às 17:20

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Quando Sigmund Freud entrou em contato com a teoria da psicofísica de Gustav Fechner (1801-1887), conheceu também a metáfora do iceberg: o consciente humano é apenas a ponta do grande bloco de gelo, enquanto o inconsciente está submerso no “oceano” da mente.  Mais do que representar a proporção da nossa psique, a comparação também chama a atenção para outro fato: a dificuldade em acessar o que está embaixo d’água. No entanto, para Freud, a chave para decifrar nossos pensamentos está na hora em que dormimos: em nossos sonhos.

homem olhando porta sonhos

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Entrada para o inconsciente

Em A Interpretação de Sonhos (1899), Sigmund Freud declarou que “o sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente”. O psicanalista defendia que as imagens oníricas eram o ponto de partida para as associações livres, que conduziriam os pensamentos inconscientes escondidos atrás dos sonhos, sintomas, recalques e afins.

“Sonhamos para elaborar conteúdos emocionais que estão mal resolvidos por meio de simbolismos. Às vezes, não estamos aptos a enxergar de frente as coisas, e o cérebro traduz por meio de símbolos que, em muitos casos, são situações reprimidas a ponto de simbolizarmos”, elucida a psicóloga clínica Silvia Malamud.

Segundo Freud, os sonhos são um exemplo privilegiado do processo primário do funcionamento do aparelho psíquico, pois são acompanhados da diminuição das necessidades orgânicas do ser humano, além do desligamento de estímulos externos que tornam supérfluos os processos secundários do ego – a atenção, o raciocínio e a linguagem seriam exemplos disso. Ou seja, as energias acumuladas no ego seriam “descarregadas”, o que possibilitaria o sono.

Sonhos eram mais do que desejos

Antes dos estudos sobre o inconsciente de Freud, os sonhos eram vistos como premonições ou manifestações divinas. Na Bíblia, o profeta José era conhecido pela capacidade de interpretar sonhos e sua possível relação com o futuro. No Egito antigo, os sacerdotes, conhecidos pela grande sabedoria, eram os únicos capazes de ler as passagens oníricas. Contudo, na Idade Média, a Igreja Católica considerava o sonho como uma tentação vinda de Satanás.

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Texto e entrevista: Thiago Koguchi – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Silvia Malamud, psicóloga clínica com abordagem psicodinâmica com base em Winnicott. Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA, terapeuta Certificada em Brainspotting – David Grand/ EUA e especializada em terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente