Conheça Safo de Lesbos, a poetisa que virou musa

Apesar de ter a maioria de suas obras destruídas por conta do excesso de erotismo, durante a Idade Média, Safo deixou um legado importante para a poesia

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Safo de Lesbos. FOTO: Reprodução/Wikimedia Commons

por Redação Alto Astral
Publicado em 01/09/2016 às 18:12
Atualizado às 18:22

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Considerada por Platão a “décima musa” – em referência às nove musas da mitologia grega – Safo de Lesbos foi uma poetisa grega nascida entre 630 e 612 a.C., que se destacou na literatura de sua época pela ousadia de suas obras e, claro, pelo seu talento iminente.

Safo de Lesbos, harpa, ilustração, preto e branco

Safo de Lesbos. FOTO: Reprodução/Wikimedia Commons

Obras perdidas

Desde a infância, Safo dedicou-se ao aprendizado da dança, da retórica e, principalmente, da poesia. Já na idade adulta, suas obras alcançaram grande notoriedade, porém o alto teor de erotismo presente em seus textos provocou, durante a Era Medieval, a censura de suas poesias. E após o fim da Idade Média, pouca coisa foi salva: grande parte de suas composições foi queimada pela Igreja.

Deixando marcas

Além de escrever, Safo também lecionava, e chegou a instituir uma escola somente para meninas, educando-as com base na música, na poesia e na dança. Porém, após suspeitas de um romance de Safo com uma aluna chamada Átis, o colégio foi fechado. Apesar do desfecho infeliz, tal episódio foi fundamental e de extrema importância para a história, pois inspirado nele a poetisa compôs sua obra mais rica: Adeus a Átis.

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