ENTRETENIMENTO

Veja a relação entre os sonhos e o seu inconsciente

Os sonhos foram profundamente estudados por pesquisadores da mente, como Freud e Jung, buscando explicações no inconsciente humano

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 17/01/2017 às 09:29
Atualizado às 14:17

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Muito além dos processos racionais, de análise e atenção, nosso cérebro trabalha incessantemente na interpretação e associação das informações de maneira completamente involuntária, como ocorre nos sonhos. A esse complexo estado – em que são processados e armazenados detalhes que passam despercebidos pela razão – dá-se o nome de inconsciente.

Ele também atua em toda nossa personalidade, desde a maneira como lidamos com as relações sociais até nossos pensamentos e desejos. Segundo a psicóloga Regina Célia Paganini, o inconsciente “fala uma linguagem não racional, simbólica e que traduz de uma certa maneira, aquilo que o individuo é, sem as distorções promovidas por sua consciência, seu lado racional”.

crianca dormindo sonhos

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Os sonhos para Freud

Na publicação de A Interpretação dos Sonhos, Freud abandonou o misticismo em torno do fenômeno e o inseriu, pela primeira vez, no campo científico. Sua teoria apontava os sonhos como uma manifestação simbólica de desejos reprimidos pelo consciente, principalmente no âmbito sexual. No sonho, a mente representaria aquilo que é inaceitável na realidade.

A doutora em psicobiologia Katie Almondes destaca a importância dos estudos do psicanalista. “A obra de Freud provoca uma ruptura absolutamente radical na maneira de abordar o homem até então, pois toda a ciência, antes de Freud, se preocupava com aspectos centrais da consciência, e ele traz à tona a discussão sobre o que acontece nos estados alterados de consciência (leia-se, na atualidade, o sono e seus estágios – o sono REM e não-REM)”.

A versão de Jung

Já para a análise do psiquiatra Carl Gustav Jung, que rompeu com o pesamento freudiano, os sonhos são uma maneira de compensação em relação às distorções do ego. O fenômeno, então, seria uma forma de equilibrar o nosso estado psicológico. Para Jung, a individualidade de cada um é alterada por influências do consciente que distanciam-nos das próprias particularidades. O sonho, como manifestação do inconsciente, balancearia a visão que temos da realidade e das nossas ações.

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Texto: Angelo Matilha Cherubini/Colaborador – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Entrevistas: Marcelo Ricciardi e Angelo Matilha Cherubini/Colaborador – Consultorias: Katie Almondes, doutora em psicobiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Regina Célia Paganini, psicóloga