Descubra como se originou a técnica da meditação

Apesar de não ser uma prática tão nova quanto parece, a meditação demorou para começar a ser difundida pelo mundo – saiba como isso se deu

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 07/10/2016 às 18:36
Atualizado às 18:39

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Não se sabe com certeza as origens da meditação, mas é certo que trata-se de uma arte ancestral milenar que se propagou entre vários povos por meio de algumas doutrinas religiosas, em especial o budismo. Apesar de a técnica ser antiga, ela só começou a ser mais difundida ao redor do mundo a partir do século 20.

Um dos pioneiros nas pesquisas sobre os efeitos da técnica no corpo é o cardiologista norte-americano Herbert Benson, que estuda o tema desde os anos 1960. Segundo o especialista, até 60% das consultas médicas poderiam ser evitadas se as pessoas adotassem a meditação com assiduidade em suas vidas.

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Outro cientista que ajudou a propagar a prática e seus benefícios é o professor Jon Kabat-Zinn, da Escola Médica da Universidade de Massachussets, nos Estados Unidos, responsável por usar a meditação em um curso de redução do estresse. “As pesquisas relacionadas à meditação ainda são muito recentes, e diversos mecanismos relacionados aos seus benefícios ainda não são completamente entendidos. Mas, com certeza, essa é uma área com muito a se explorar, conhecer e com grande potencial no que diz respeito à qualidade de vida”, afirma a fisiologista e neurocientista Camila Almeida.

Tipos de meditação

Existem diversos tipos de praticá-la, mas, basicamente, há duas vertentes que se diferem: uma que guia os pensamentos da mente e outra que a deixa livre. Uma parceria entre pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, e da Universidade de Oslo, na Noruega, apontou que deixar a mente viajar sem destino é mais eficaz.

Após analisarem testes de imagens por ressonância magnética de 14 pacientes que haviam passado pelas duas formas de meditação, eles observaram que, na meditação não direcionada, os indivíduos apresentaram maior atividade na parte do cérebro dedicada a processar pensamentos e sentimentos. Para os cientistas, a meditação livre abre mais espaço para processar memórias e emoções.

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Texto e entrevista: Natália Negretti – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultoria: Camila Almeida, fisiologista e neurocientista da Universidade Federal do ABC.