ENTRETENIMENTO

Napoleão e a Família Real: perseguição que acabou em independência

Sob ameaça de ter Portugal invadido, o príncipe regente e sua corte mudaram-se para a Colônia, num processo que culminou na independência do Brasil

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FOTO: Reprodução/Wikimedia Commons

por Redação Alto Astral
Publicado em 15/08/2016 às 18:30
Atualizado às 18:09

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Napoleão Bonaparte é até hoje um dos nomes mais expressivos na história mundial, lembrado não apenas por suas façanhas militares – que eram muitas! – , mas principalmente por sua liderança e audácia. O imperador francês era tão eficaz em combate, que conquistou diversas nações europeias, dominando um território gigantesco. Entretanto, nem tudo saiu sempre da forma como Napoleão quis. A Família Real portuguesa, além de desafiar uma ordem de Bonaparte, ainda conseguiu evitar, por pouco, com que seu país fosse invadido. Entenda!

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FOTO: Reprodução/Wikimedia Commons

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Fuga que deu certo

Em decorrência do Bloqueio Continental – decreto pelo qual Napoleão proibia qualquer nação europeia de manter relações comerciais com a Inglaterra, com o intuito de enfraquecê-la para, em seguida, dominá-la -,  o Brasil passou pelo Período Joanino. O príncipe de Portugal à época, D. João VI, pressionado pelos ingleses, desobedeceu ao Bloqueio. Por conta disso, o imperador francês declarou que, como punição, invadiria Portugal. A corte portuguesa então, temendo Napoleão, mudou-se para o Brasil ainda colônia.

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FOTO: Reprodução

O que ninguém esperava é que a fuga obtivesse sucesso, e muito menos que pudesse trazer alguma consequência positiva para o Brasil. “Tal fato contribuiu para o desenvolvimento da Colônia e sua posterior elevação a Reino Unido ao de Portugal e Algarves, no mesmo ano da morte de Napoleão, com o objetivo de que Portugal tivesse assento no Congresso de Viena (1815). Tal fato e, sobretudo depois do regresso de dom João VI após as reivindicações da Revolução do Porto, aceleraram o processo de independência do Brasil”, comenta o historiador Yllan de Matos.

Texto: Érika Alfaro Edição: João Paulo Fernandes