Inteligência artificial pode identificar pessoas depressivas no Instagram

Cientistas desenvolveram algoritmo que analisa fotos postadas no Instagram e identifica usuários com sintomas de depressão

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FOTO: Reprodução/Instagram

por Redação Alto Astral
Publicado em 25/08/2016 às 12:11
Atualizado às 18:16

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Entre memes e brincadeiras da rede, a tag #QueriaEstarMorta está presente em 4 mil posts no Instagram, enquanto a tag #Depressão acumula 30 mil marcações.

Embora a maioria dos usuários usem essas tags apenas por brincadeira, alguns casos podem ser sérios e fotos com legendas relacionadas ao tema podem ser pedidos reais de ajuda. 

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FOTO: Reprodução/Instagram

Foi com isso em mente que cientistas de Harvard e da Universidade de Vermont, nos EUA, elaboraram um algoritmo para identificar pessoas nessa situação.

Os pesquisadores descobriram que aqueles com depressão costumam postar fotos mais escuras, azuladas e em tons de cinza ou preto e branco, como o filtro “Inkwell”, enquanto pessoas mais “felizes” usam filtros como o “Valencia”.

Outra coisa observada, foi que os posts dos deprimidos costumam ganhar menos likes do que os de pessoas saudáveis, em maioria selfies.

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FOTO: Reprodução/Instagram

Para criar esse sistema, foram necessários 40 mil posts de 170 voluntários, que responderam questionários sobre saúde mental, e análises de características das fotos, como contraste, brilho e saturação da cor.

Dentre os participantes, 70 tinham a doença.

Além disso, um mecanismo de reconhecimento facial contou quantos rostos cada foto tinha e, por último, um outro grupo de voluntários (que não tiveram suas contas do Instagram analisadas), classificou cada post como “feliz” ou “triste”.

Com todos esses dados em mãos, os pesquisadores alimentaram uma inteligência artificial programada para relacionar as características das fotos à saúde dos usuários.

Quando outras 100 contas do Instagram foram analisadas, o resultado foi impressionante: o programa conseguiu determinar com 70% de certeza se a pessoa tinha depressão ou não. 

Esse 70% ainda é um número muito baixo para o Instagram começar a usar a tecnologia mas, se o banco de dados for alimentado com mais fotos e dados, ele pode aumentar e, quem sabe, a rede social pode usar a ferramenta para dar apoio aos seus usuários.

Genial, né?

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