Entenda como o inconsciente pode influenciar você

Presente nas profundezas da mente, o inconsciente pode ter mais influência sobre você imagina, podendo sugestionar até no seu relacionamento

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 21/11/2016 às 09:51
Atualizado às 18:37

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Muito do que fazemos, a todo momento, está sujeito a ações do inconsciente. Por exemplo, enquanto você lê essa matéria, o inconsciente transforma os símbolos gráficos (letras e palavras) em ideias que são transmitidas para sua consciência e aí acontece a compreensão do que está sendo lido.

Nosso cérebro é abastecido, a todo momento, com estímulos vindos dos sentidos (olhos, ouvidos, etc) e o inconsciente é o tradutor para que se compreenda cada estímulo, transformando-os em palavras e imagens.

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Inconsciente no comando

Visto que o inconsciente refere-se, entre outras características, à soma de nossas memórias, a cultura em que vivemos, as crenças que foram impostas e os costumes de convivência com os pais e familiares podem possuir grau de influência na hora de realizar certas escolhas.

“Em muitos casos, a escolha do parceiro ou parceira pode ser afetada, quando falamos que o homem procura inconscientemente uma mãe na parceira ou a mulher, um pai no parceiro. A longo prazo, isso pode prejudicar a vida afetiva e sexual do casal. É muito comum no consultório nos depararmos com essa situação”, explica a psicóloga Carolina Careta. Outros exemplos de situações que podem ser influenciadas por esse “amigo oculto” é a hora de escolher uma profissão ou um curso que deseja cursar.

Quando uma decisão deve ser tomada, principalmente se for complexa, atalhos mentais são usados. Esses atalhos, na maioria das vezes, são inconscientes. “Por exemplo, diante de uma afirmação em que a pessoa deve julgar ou não sua veracidade, um atalho é criado para julgar quantas vezes essa asserção já foi ouvida”, indica o neurofisiologista André Cravo.

Como exemplo, o especialista cita a afirmação da relação entre o uso de smartphones e o desenvolvimento do câncer que, um dia, já foi motivo de cautela. “Atualmente, após estudos realizados, sabe-se que não se trata de uma realidade. No entanto, ainda podem existir pessoas que a consideram como uma possibilidade”, constata o especialista.

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Texto: Jéssica Pirazza/Colaboradora – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Entrevistas: Natália Negretti e Ricardo Piccinato – Consultorias: André Cravo, neurofisiologista e professor da Universidade Federal do ABC, em São Paulo; Carolina Careta, psicóloga clínica e escritora