ENTRETENIMENTO

Conheça dois casos curiosos de perda de memória

A perda de memória é comum em alguns casos, mas se ela ocorre de forma intensa e recorrente, pode indicar um distúrbio. Veja casos famosos de amnésia

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FOTO: Shutterstock Image

por Redação Alto Astral
Publicado em 03/10/2016 às 19:07
Atualizado às 16:04

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A aposentada Alzira Cardoso Miguel tinha perdido o marido há cerca de um ano quando teve uma perda de memória súbita. Por 12 horas ela se sentiu confusa, sem saber onde estava e o que estava fazendo. Sua filha, Sylvana, lembra que a mãe ficava perguntando o tempo todo que horas eram, mesmo quando ela tinha acabado de responder. Após vários exames, nenhum problema neurológico grave foi detectado. E 12 horas depois, a memória voltou, como se nada tivesse acontecido.

Quando pensamos em amnésia, a imagem que vem à mente é a da pessoa que não sabe seu passado por ter sofrido algum acidente, como costuma aparecer nos programas de televisão. Porém, a complexidade do cérebro humano permite que esse problema se apresente de diversas formas, inclusive como no caso de Alzira. Porém, algumas perdas de memória podem intrigar até mesmo especialistas.

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H.M.: O Homem sem memória

O caso mais famoso de perda de memória na literatura médica conta a história de Henry Gustav Molaison, mais conhecido apenas pelas siglas de seu nome: H.M. ou pela alcunha de “homem sem memória¨. Molaison tinha uma grave amnésia anterógrada, causada por uma cirurgia para epilepsia, que retirou os dois lados de seu hipocampo.

Quando ele tinha 27 anos, a epilepsia foi curada, mas Henri se deparou com um problema muito maior: o esquecimento. Como consequência da operação, Molaison passou a não ser mais capaz de se lembrar dos fatos que aconteciam em sua vida, mesmo sabendo exatamente todo o seu passado até o momento da cirurgia. Por isso, ele acordava sempre imaginando ser um dia depois da operação, que ocorreu em 25 de agosto de 1953.

Após o acontecimento, Henri foi voluntário de diversas pesquisas e se tornou o paciente de amnésia mais estudado da história da medicina. Ele faleceu em 2008 e seu cérebro foi doado para estudos no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, onde foi fatiado e escaneado. Atualmente, há um mapa 3D do cérebro de Molaison em desenvolvimento, para colaborar com estudos futuros.

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Texto: Karen Barbarini – Edição: Giovane Rocha/Colaborador