Compras: é possível gastar inconscientemente?

Fazer compras por impulso é algo recorrente na sociedade, mas e comprar sem ter plena consciência do que está fazendo? Também é mais comum do que se imagina

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 21/11/2016 às 09:35
Atualizado às 18:37

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Nossas decisões na hora de fazer compras são regidas pelo inconsciente. Um estudo de 1999 realizado na Universidade Heriot-Watt, na Escócia, indicou como o som do ambiente pode influenciar inconscientemente as atitudes do consumidor. Os pesquisadores colocaram vinhos franceses e alemães do mesmo tipo e preço nas prateleiras de um supermercado.

Alternadamente, o estabelecimento tocava música francesa em um dia e alemã no outro. Nos dias em que o som do local era música francesa, 77% dos vinhos vendidos eram da França; já quando a música era alemã, 73% dos consumidores levaram garrafas da Alemanha.

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FOTO: Shutterstock.com

Ao entrevistarem os participantes da pesquisa, um em cada sete admitia a influência da música em suas compras, sendo que apenas um em cada 44 afirmou que o som ambiente neste caso teve um papel decisivo na escolha do vinho. Como a compra de algo que exige tanta análise, como tipo de uva, região de origem e prato que será servido pode ser influenciado simplesmente pelo som do momento? Só mesmo o enigma do inconsciente para explicar!

A importância da ação do inconsciente nas vendas é tanta que publicitários vêm apostando em um ramo conhecido como neuromarketing para despertar cada vez mais a atenção da mente do consumidor. Derivado da junção do marketing e da ciência, o objetivo é entender a essência do comportamento do consumidor — desejos, impulsos e motivações — visando, obviamente, o maior lucro das marcas.

Os resultados das pesquisas com neuromarketing ainda são inconclusivos, porém, já se sabe que a maior parte das decisões de compra é tomada em nível subliminar. Sendo assim, é importante impactar o inconsciente do consumidor com memórias, emoções e experiências positivas para que ele se lembre mais facilmente de uma marca ou um produto na hora de escolher o que levar para casa.

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Texto: Natália Negretti – Edição: Giovane Rocha/Colaborador