ENTRETENIMENTO

Como seriam os Jogos Olímpicos em 2020?

Alguns esportes ainda não são totalmente seguros ou não possuem uma pontuação precisa. Especialista imagina como seriam alguns dos Jogos Olímpicos em 2020.

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Ilustração: John MacNeill

por Redação Alto Astral
Publicado em 16/09/2016 às 18:57
Atualizado às 18:30

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Os Jogos Olímpicos modernos acontecem há 120 anos, mas muitos eventos não são completamente seguros e continuam difíceis de marcar pontos. Aqui, John Brenkus, apresentador do programa “ESPN Sport Science” e autor de “The Perfection Point” (O Ponto da Perfeição, sem edição brasileira) propõe soluções para alguns dos problemas mais complicados para alguns dos jogos olímpicos.

cavalo salto hipismo jogos olimpicos

Ilustração: John MacNeill

Obstáculos holográficos

Cerca de 100 atletas de hipismo sofrem lesões por conta de quedas a cada ano. E, quando um cavalo milionário cai, mesmo uma pequena lesão como um tornozelo torcido pode encerrar sua carreira. Bases computadorizadas no piso poderiam projetar obstáculos holográficos em vez de usar objetos físicos, como cercas de 1,2 m e piscinas de 4,5 metros de largura. Feixes de luz infravermelha na linha de visão poderiam monitorar os cantos dos obstáculos; se o cavalo tocar o feixe, o sistema instantaneamente alerta os juízes e o público.

Plataformas de pouso inteligentes

A marcação do exato comprimento de um salto em distância ou um salto triplo pode ser imprecisa e demorada. Os atletas pousam numa caixa de areia, onde fazem várias marcas. Depois, os juízes precisam localizar a marca mais próxima da linha de salto antes de poder fazer a medição. Pesquisadores na Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, desenvolveram uma matriz com 2.016 sensores de pressão para mapear o local exato em que um atleta toca no piso. Colocados sob a areia na caixa de pouso, dez tapetes poderiam registrar o ponto exato da aterrissagem junto a um computador que calcularia automaticamente o comprimento do salto dos jogos olímpicos.

Goleiro automático

Em jogos olímpicos com poucos pontos como o futebol, um gol marcado incorretamente pode ser um problemão. Por exemplo, uma marcação incorreta num jogo contra a Alemanha custou à Inglaterra um gol potencialmente crucial na Copa do Mundo de 2010. Para ajudar os árbitros, que nem sempre conseguem ter uma visão clara da bola e do gol, a instituição de pesquisa alemã Fraunhofer desenvolveu um sistema automatizado de rastreamento de gol. Atuadores ao redor das traves geram um campo magnético em toda a abertura da trave. Quando a bola passar por esse campo, um chip embutido na bola enviaria um sinal ao relógio do árbitro em um décimo de segundo.

Prancha de salto ornamental retrátil

Num dia bom, a cabeça de um atleta de salto ornamental não bate na prancha por questão de centímetros. Num dia ruim, eles se chocam, como aconteceu com a norte-americana Chelsea Davis no Campeonato Mundial de 2005 (ela quebrou o nariz e precisou de vários pontos). Com um trampolim hidráulico, os mergulhos poderiam ser mais seguros. Em apenas um segundo, o atleta é transportado ao ar acima do plano da prancha, enquanto até um metro dela poderia ser recolhida. Um acelerômetro poderia identificar o salto e iniciar o movimento.

Óculos de natação informativos

Geralmente, não dá para os nadadores saberem sobre as suas posições até o fim da prova. Contudo, óculos de natação com monitores integrados na parte superior poderiam transmitir uma visualização ao vivo da competição, ajudando os atletas a desenvolverem melhor seus ritmos. Uma camada invisível de nanopartículas à prova d’água é uma técnica atualmente utilizada em celulares e outros aparelhos. Com essa camada, um pequeno computador encaixado no canto inferior direito dos óculos coletaria a informação de posição dos outros atletas conectados por Bluetooth, e as informações seriam mostradas numa tela de LCD de 0,7cm.

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Texto: John Brenkus com colaboração de Ian Chant e Laura Geggel – Edição: Ricardo Piccinato