Entenda como a neurociência explica a empatia

A neurociência vem se aprofundando bastante quando o assunto é inteligência emocional. Hoje já existem pesquisas que buscam explicar a empatia

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IMAGEM: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 11/10/2016 às 14:21
Atualizado às 18:39

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Assim como outras competências mentais são desvendadas por pesquisas e estudos no campo da neurociência, como memória, concentração e raciocínio, a empatia também tem respostas vistas por esse lado.

A neurocirurgiã Raquel Zorzi cita que, em um estudo publicado na revista científica Journal of Neuroscience em outubro de 2013 pelo pesquisador Max Planck, identificou-se que o egocentrismo é uma característica natural do ser humano.

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IMAGEM: Shutterstock Images

Mas, em contrapartida, também foi descoberto que há uma área cerebral, chamada de giro supramarginal, que corrige esse excesso de egoísmo, reconhecendo a falta de empatia. “Quando essa região do cérebro não funciona adequadamente, os pesquisadores descobriram que sua capacidade de empatia é drasticamente reduzida. Essa região nos ajuda a distinguir o nosso próprio estado emocional do de outras pessoas, sendo responsável pela empatia e compaixão”, explica a neurocirurgiã.

Empatia por tabela

Outra forma de explicar e desenvolver uma relação empática é se fizermos uma ligação com os neurônios-espelho. Essas células nervosas, primeiramente relacionadas a ações motoras, são ativadas quando se observa uma pessoa praticando alguma atividade, como quando a intenção realmente é imitar alguém ou recriar uma ação.

Raquel Zorzi esclarece que, além de imitação, esses neurônios também se encarregam de certos pensamentos e comportamentos, por exemplo, a empatia. “Muitos estudos têm argumentado de forma independente que o sistema de neurônios-espelho está envolvido em emoções e relações empáticas”, continua a especialista. “Isso quer dizer que, quando vemos uma determinada emoção expressada pela pessoa, ativamos esses neurônios que ‘simulam’ como se nós mesmos estivéssemos vivendo aquele sentimento”, conclui. Isso possibilita que um ser humano consiga se colocar no lugar do outro, um aspecto fundamental dessa prática.

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Texto e entrevistas: Giovane Rocha/Colaborador – Consultorias: Cleunice Menezes, psicóloga; Luiza Ribeiro do Valle, psicóloga;  Raquel Zorzi, neurocirurgiã