ENTRETENIMENTO

Descubra como o seu cérebro reage ao amor

O cérebro é a máquina que comanda todo o corpo humano, até mesmo em relação ao sentimento de amor. Veja o que ocorre no órgão quando se apaixona

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FOTO: Istock.Com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 12/01/2017 às 08:46
Atualizado às 14:17

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Diversas informações sobre como nosso cérebro funciona durante o processo de tomada de decisões ou até durante o sono já foram coletadas pela ciência. Mas, quando o assunto é a origem do amor, temos um mistério. No entanto, uma pesquisa promovida por estudiosos da Universidade Concordia, no Canadá, mapeou pela primeira vez a região do cérebro ativada pelo amor e pelo desejo sexual – o estudo também foi pioneiro por analisar os dois sentimentos de forma conjunta.

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FOTO: Istock.Com/Getty Images

Foram avaliadas 20 investigações científicas que examinaram as atividades cerebrais de indivíduos que encaravam exercícios como a observação de fotos de pessoas amadas e imagens eróticas. Os resultados, publicados na revista científica Journal of Sexual Medicine, demonstraram que o desejo e o amor estimulam duas estruturas: a ínsula e o estriado.

A ínsula se encontra em uma das áreas mais profundas do cérebro, na face interna do lobo temporal. O estriado, um núcleo base, está relacionado à parte frontal do órgão, o prosencéfalo. Ainda assim, os dois sentimentos acionam diferentes partes dentro desses locais.

Por isso, os pesquisadores acreditam que o mapeamento é um passo importante no estudo da relação entre cérebro e amor, caracterizando-se como um grande começo, uma vez que ainda existem grandes questões que rondam esse sentimento tão presente na vida humana.

Outra descoberta importante está ligada à ocitocina, hormônio produzido na porção do cérebro responsável pelo processamento dos sentimentos e sensações, o sistema límbico. A substância era muito associada à sua função na fase de lactação, porque o parto e o contato com as glândulas mamárias ativam sua liberação e estimulam o laço entre mãe e filho.

Entretanto, cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, dedicaram-se a investigar essa proteína por meio de arganazes-do-campo, espécies de ratos monogâmicos. Logo depois de receberem a ocitocina, eles se apaixonaram, iniciaram uma relação e procriaram.

Os pesquisadores constataram que outras situações também liberam a ocitocina (além da amamentação), tais como toque, calor, carinho, cheiros e o orgasmo. Indicando o mesmo sentido apontado pelo estudo canadense, os americanos sugerem que os indivíduos que geram maior atração sexual também são capazes de criar laços sentimentais mais fortes.

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Texto: Érika Alfaro – Edição: Giovane Rocha/Colaborador