Entenda como o cérebro lida com multitarefas

O cérebro é praticamente uma máquina de alta tecnologia, mas não consegue fazer duas tarefas exatamente ao mesmo tempo

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 20/10/2016 às 15:04
Atualizado às 15:34

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Antes de tudo, é importante entender que vocênão faz duas coisas exatamente ao mesmo tempo, mas que você tem à disposição algumas possibilidades e dá atenção a todas, em diferentes momentos, alternadamente. Por exemplo, é possível ouvir música enquanto navega na internet, enquanto conversa ao telefone, enquanto digita ao WhatsApp, enquanto vê TV ou enquanto folheia uma revista. ‘’Mesmo que por microssegundos, você dá atenção à algo especifico. Seu cérebro gerencia todas as demandas, mas não faz tudo exatamente ao mesmo tempo”, explica o psicólogo Odair Comin.

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Um estudo realizado em 2015 por cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, do Instituto Central de Saúde Mental de Mannheim e da Universidade de Medicina de Berlim, ambos na Alemanha, revelou informações mais apuradas sobre a capacidade multitarefa. Os pesquisadores analisaram as ligações neurais da região do córtex frontal do cérebro, que é associada ao controle de pensamentos e ações.

Após o mapeamento de atividade dessa área, foi descoberto que as redes neurais se reconfiguram automaticamente durante uma mudança de ação. Ou seja, seus neurônios automaticamente revezam as funções quando você está lendo um livro e começa a digitar uma mensagem no celular, por exemplo. O envolvimento de múltiplas áreas do cérebro nos permite realizar mais de uma função, como ler e caminhar.

Entretanto, teremos dificuldade em realizar duas tarefas complexas e que exijam muita atenção, como dirigir e mexer no celular. “Mesmo que o cé rebro possa gerenciar diferentes tarefas, não significa que fará bem todas elas, nem mesmo que seja eficiente. Isso só é possível quando não for exigido um pensamento mais apurado, um raciocínio mais profundo”, destaca Comin. Se a situação envolver tarefas mais complexas, o ideal é que se concentre completamente na atividade em específico.

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Texto e entrevistas: Jéssica Pirazza/Colaboradora – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Odair Comin, psicólogo especialista em hipnoterapia

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