ENTRETENIMENTO

Charlie Charlie: tudo sobre a brincadeira com espíritos

Fenômeno das redes sociais, a brincadeira do Charlie Charlie e a possibilidade de se comunicar com espíritos tiraram o sono de muita gente

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/01/2017 às 18:15
Atualizado às 16:47

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Em 2015, uma brincadeira chamada Charlie Charlie foi amplamente compartilhada pelas redes sociais. O jogo consistia em colocar um lápis em cima de outro sobre uma folha de papel com as marcações de “sim” e “não” e fazer perguntas para o espírito de Charlie. O invocador deveria então perguntar “Charlie Charlie, você está aí?”. Caso o lápis indicasse a palavra “sim”, o espírito estaria presente. Inúmeros vídeos estão disponíveis na internet mostrando a “invocação” e o movimento dos lápis.

Charlie Charlie: tudo sobre a brincadeira com espíritos

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As origens da brincadeira do Charlie Charlie

Tudo começou como um jogo de pátio de escola de jovens de língua espanhola que se perpetuou por várias gerações. A brincadeira que inicialmente foi chamada de Jogo de la Lapicera adquiriu conotações demoníacas ou sobrenaturais na província dominicana de Hato Mayor, quando uma emissora de TV local transmitiu um relatório alarmista sobre o jogo “satânico”.

No Brasil, de acordo com uma reportagem do jornal O Globo, José Antonio Fortea, exorcista do Vaticano, estaria preocupado com a disseminação da brincadeira e alertava que a prática poderia atrair maus espíritos.

Segundo o neurologista Martin Portner, a ciência manteve distância considerável de todo esse episódio. “Para a jornalista Caitlin Dewy, do Washington Post, tudo se trata de uma forma incrível de viralização. Perguntado sobre o que causa o movimento dos lápis, o jornal britânico Independent concluiu que se trata do efeito da gravidade e do posicionamento complicado dos lápis”, analisou o neurologista. “Pelo que se sabe até agora, não parece haver outra forma de interação envolvida. Nossa curiosidade sobre a energia proveniente dos mortos parece estar mais viva do que nunca”, conclui.

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Texto: Redação – Edição: Victor Santos
Consultoria: Martin Portner, médico neurologista, mestre em neurociência pela Universidade de Oxford, escritor e palestrante