O que há de diferente entre o cérebro masculino e feminino?

O cérebro masculino e feminino apresenta diferença nas conexões neurológicas, no tamanho e nas regiões utilizadas. Entenda!

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Foto: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 27/10/2016 às 12:13
Atualizado às 18:48

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O cérebro é uma caixinha de surpresas, não há dúvidas. Quanto mais descobrimos por meio de pesquisas, outras indagações surgem. Somado a isso, a individualidade de cada ser humano deixa a incógnita ainda mais obscura. Porém, quando o assunto é a diferença entre cérebro masculino e feminino, algumas descobertas ajudam a entender melhor as características do órgão.

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Morfologia diferente

As cientistas Lucia Alves da Silva Lara e Adriana Peterson Mariano Salata Romão, no artigo A diferenciação do cérebro masculino e feminino, afirmam que, “do ponto de vista anatômico, as diferenças entre os cérebros masculino e feminino estão relacionados às dimensões de regiões específicas”. No início do desenvolvimento do feto, o cérebro de ambos os sexos são semelhantes. No entanto, com as mudanças hormonais ocorridas os órgãos se diferenciem. Além do tamanho, outra distinção é encontrada nas conexões neurológicas. O cérebro masculino possui mais conexões dentro de cada hemisfério, enquanto o feminino apresenta um número maior entre os lados, ou seja, estão mais interligados. “Por isso, na teoria, o indivíduo do sexo masculino apresenta mais foco e é propenso a aprender e executar melhor uma única tarefa. Já a mulher tem memória superior e mais habilidades de cognição social, sendo capaz de desempenhar mais de uma tarefa ao mesmo tempo”, afirma a neurologista Vanessa Muller.

Regiões cerebrais

Outra característica interessante é que homens e mulheres não utilizam as mesmas regiões cerebrais na realização de algumas tarefas. “No entanto, encontram a solução com a mesma rapidez. Essa ‘escolha’ por diferentes caminhos se dá em parte pela concentração de receptores sexuais distribuídos de forma peculiar no cérebro de cada sexo”, destaca a neurologista.

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Consultoria:  Vanessa Muller, neurologista