A Bíblia não criticava o tráfico de pessoas. Entenda!

A Bíblia nunca deixou de ser questionada pelas contradições que apresenta como exemplo, o tráfico de pessoas. Saiba mais!

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por Redação Alto Astral
Publicado em 24/01/2017 às 13:42
Atualizado às 14:54

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Desde o surgimento da Bíblia, muitas críticas surgiram indo além do aspecto da popularidade das sagradas escrituras. Uns chamam de aterrorizantes, outros de contraditórios e exagerados e até de descabidos alguns dos fragmentos bíblicos. Assim, vários assuntos começaram a ser questionados e, até hoje, não deixou de ser, por exemplo…

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TRÁFICO DE PESSOAS

Estes são os estatutos que lhes proporás: Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá forro,
de graça. Se entrar sozinho, sozinho sairá; se tiver mulher, então com ele sairá sua mulher. Se seu senhor lhe houver dado
uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e os filhos dela serão de seu senhor e ele sairá sozinho. Mas
se esse servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a meus filhos, não quero sair forro, então
seu senhor o levará perante os juízes, e o fará chegar porta, ou ao umbral da porta, e o seu senhor lhe furará a orelha
com uma sovela; e ele o servirá para sempre(Êxodo 21:1-6)

Na Bíblia, um dos assuntos que mais repercute é a escravidão. Deus aceitaria escravizar outras pessoas e utilizá-las como moeda de troca? Alguns trechos, sobretudo no livro de Êxodo, sugerem que Deus não criticava esse costume, mas o professor de cultura religiosa da Faculdade de Direito Padre Arnaldo Janssen, Luciano Gomes dos Santos ressalta que, no contexto histórico, social e político no qual o povo da Bíblia surgiu, a compra e a venda de pessoas, para fins escravagistas, era um fenômeno arraigado à estrutura social e econômica do Antigo Oriente e do mundo greco-romano.

Por exemplo, o guerreiro vencido se tornava propriedade do vencedor que podia matá-lo, escravizá-lo ou vendê-lo. A escravidão como sistema em que o escravo passa a ser considerado como mercadoria foi desenvolvida no Antigo Oriente, quando a agricultura alcançou um estágio avançado de produção, comenta o estudioso.

A Bíblia foi escrita num contexto que a escravidão era tratada com aceitação social. O relato do patriarca Jacó que nos oferece duas situações pode servir como exemplo: a primeira descreve que suas duas esposas, Raquel e Léa, foram compradas de seu sogro Labão. A segunda, mais conhecida, apresenta José, seu filho mais novo, que foi negociado por comerciantes madianitas por vinte ciclos após ter sido abandonado pelos irmãos numa cisterna vazia.

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TEXTO: Redação Alto Astral  EDIÇÃO: Nathália Piccoli

CONSULTORIA:Luciano Gomes dos Santos, professor de cultura religiosa da Faculdade de Direito Padre Arnaldo Janssen.

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