ENTRETENIMENTO

O que a Bíblia diz sobre a sexualidade e o corpo? Descubra!

A Bíblia nunca deixou de ser questionada pelas contradições e polêmicas que apresenta como exemplo, a sexualidade e o corpo. Entenda o que ela diz sobre!

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por Redação Alto Astral
Publicado em 20/01/2017 às 15:45
Atualizado às 14:08

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Desde o surgimento da Bíblia, muitas críticas surgiram indo além do aspecto da popularidade das sagradas escrituras. Uns chamam de aterrorizantes, outros de contraditórios e exagerados e até de descabidos alguns dos fragmentos bíblicos. Assim, vários assuntos começaram a ser questionados e, até hoje, não deixou de ser, por exemplo…

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SEXUALIDADE E CORPO

Mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido. O marido pague à mulher o que lhe é devido, e do mesmo modo a mulher ao marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher”. (1 Coríntios 7:2-4)

Como Deus criou o homem e a mulher e os escritos bíblicos reafirmam que um foi feito para o outro – para que tenham vontade um pelo outro – é comum que esse seja um dos assuntos mais polêmicos e muito discutido, já que o texto só contempla esse tipo de relacionamento.

Mas a professora da pós-graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Clélia Peretti ressalta que os comportamentos sexuais concretos não são objetos de preocupação dos Evangelhos, mas, sim, as estruturas básicas por meios das quais a sexualidade se desenvolve e produz: a família sacralizada; o pai como símbolo de opressão e a marginalização da mulher.

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Quanto à relação que o indivíduo tem com o próprio corpo, a Bíblia defende que o corpo pertence a Deus, mas que no sentido físico pertence à esposa ou ao esposo. Condenando a prostituição, o livro aponta que tenha cada homem sua própria mulher, enquanto cada mulher tenha seu próprio marido.

Sobre a homossexualidade, alguns livros trazem trechos que condenam e tratam do assunto como um pecado que afastaria o indivíduo de Deus. No livro dos Romanos, é mencionado que aqueles que forem contrários à natureza e deixarem o uso natural da mulher, seriam submetidos a um sentimento perverso. Para Clélia, Jesus nunca se apresentou como inimigo do corpo, pregando sacrifícios e privações. Não foi um asceta, nem um essênio, ao contrário, gostava tanto das companhias humanas que foi acusado de comilão e beberrão, finaliza a professora.

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TEXTO: Redação Alto Astral  EDIÇÃO: Nathália Piccoli

CONSULTORIA: Clélia Peretti, professora da pós-graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.