Veja como o aprendizado mudou com o passar do tempo

A forma com que desenvolvemos nosso aprendizado mudou com o tempo, passando a otimizar o processo com as facilidades que apareceram

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 20/10/2016 às 19:29
Atualizado às 18:49

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Platão, filósofo grego da antiguidade, já afirmava que todo conhecimento verdadeiro, todo aprendizado autêntico é, na verdade, anamnese, um esforço para chamar de volta à mente o que havia sido esquecido. Entretanto, esse processo de recuperar uma memória tem sido modificado ao longo do tempo. “A tecnologia muda a forma como nós nos relacionamos com o mundo e também afeta a maneira como nós apreendemos o que se passa a nossa volta”, afirma a psicóloga Karine Moreira.

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FOTO: Shutterstock.com

E onde fica a memória? Considerando que não há como “expandir” o tamanho da caixa craniana, com seu espaço limitado, o cérebro tende a priorizar o que é mais importante para a sobrevivência da espécie, modificando-se a partir das novas possibilidades externas. “Se compararmos a estrutura do nosso cérebro com a de antepassados longínquos, veremos que a área cerebral olfativa, outrora necessária à sobrevivência, vem sendo progressivamente reduzida em volume a ponto de ocupar uma fração do que antes”, compara o neurologista Martin Portner.

Na visão do especialista, abrem-se mais oportunidades para o saber fazer. “O aprendizado envolve armazenamento de informações, que é o que conhecemos como ‘decorar’, mas envolve também a utilização das informações memorizadas em um contexto mais amplo, com a utilização seletiva das mesmas, associação, sobreposição, priorização, entre outras estratégias”, descreve o neurologista Renan Domingues. Portanto, é a combinação de todas essas funções que torna o cérebro humano insubstituível – e a memória muito bem aproveitada!

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Texto e entrevistas: Larissa Faria – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Karine Moreira, psicóloga e coordenadora de consultoria educacional do Sistema Ari de Sá, em Fortaleza (CE); Luciana Kotaka, psicóloga clínica; Martin Portner, neurologista mestre em neurociência pela Universidade de Oxford; Renan Domingues, neurologista do Hospital Bandeirantes, em São Paulo (SP).