Entenda como a endometriose afeta a vida da mulher

Entenda como a endometriose afeta a vida da mulher

Diagnosticada no período fértil, essa doença atinge, segundo a Organização Mundial da Saúde, sete milhões de brasileiras

Descubra como a endometriose afeta a vida da mulher. FOTO: iStock.com
Descubra como a endometriose afeta a vida da mulher. FOTO: iStock.com

A endometriose afeta a vida da mulher de diversas formas. Diagnosticada, em sua maioria, no período de reprodução (segundo a Associação Brasileira de Endometriose, 15% das mulheres em idade reprodutiva – dos 13 aos 45 anos – podem desenvolvê-la), essa doença ginecológica pode atingir, também, mulheres inférteis e aquelas que estão no período pós-menopausa.

O que é?

O ginecologista e obstetra Ricardo Schawrz destaca esta como uma síndrome caracterizada pelo crescimento externo do endométrio (tecido que reveste o interior uterino).“Endometriose é quando se tem parte do endométrio nos órgãos da pelve (trompas, ovários e, até mesmo, intestinos). Quando, mensalmente, o tecido fica mais espesso e não há fecundação, o endométrio descama e é expelido por meio da menstruação. Em pacientes com endometriose, o que ocorre é que, uma parte desse sangue migra para os ovários e a cavidade abdominal, provocando uma lesão que chamamos de endometriótica”, explica o especialista.

A doença provoca fortes dores no período menstrual. FOTO: Shutterstock.com

A doença provoca fortes dores no período menstrual. FOTO: Shutterstock.com

Infertilidade

Bastante dolorosa, a doença pode gerar infertilidade. Dados disponibilizados pela Associação relatam que em 20% dos casos, as mulheres queixam-se apenas de dor; em 60%, apresentam dores e infertilidade e, nos outros 20%, apresenta-se infertilidade.

“Seus sintomas principais são: cólicas intensas durante o período menstrual, dor durante relações sexuais, sangramento menstrual intenso e irregular, dificuldade de engravidar e alterações intestinais consideráveis durante a menstruação”, alerta o ginecologista

Tratamentos

O diagnóstico é feito por exames, como a ultrassonografia endovaginal e o de toque. Seu tratamento, explica o especialista, tem duas vertentes: a cirúrgica e a medicamentosa. “Na laparoscopia (tratamento cirúrgico), a endometriose é removida. Em alguns casos, retira-se apenas os focos da doença, nos mais graves, é retirado os órgãos pélvicos afetados”, esclarece o obstetra.

O tratamento por medicamentos deve ser acompanhado do médico especialista, que indicará o melhor para cada caso.“Infelizmente, não existe cura permanente para esta doença. O tratamento e acompanhamento médico ajuda a aliviar as dores e favorece a possibilidade da realização do sonho de engravidar. Nosso papel, como ginecologistas, é ajudar a paciente a conviver e enfrentar as consequências desta síndrome, tanto no trato médico, como no trato humano”, finaliza.

 

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Ricardo Schawrz, ginecologista e obstetra

 

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